#2 Paris

23 de setembro.

O dia começou bem cedo. Às sete da manhã já estava acordada. Existem demasiadas coisas para fazer nesta cidade, dormir podia ficar para depois. Levantei-me. Arranjei-me. Desci para tomar o pequeno almoço (diga-se de passagem que nestes dias me fartei de comer ao pequeno almoço - e não só - eram só coisas boas, Jesus!). E parti para mais um dia de aventuras.

Nessa manhã consegui visitar dois dos monumentos que mais queria: a catedral de Notre Dame e o Concierge.

O Concierge fica à beira rio, erguendo sobre o Sena a sua grandeza. Foi palácio. Foi prisão. Foi câmara de tortura. Foi aqui que Maria Antonieta ficou presa durante vários anos. Um local inóspito e sombrio mas ao mesmo tempo de uma beleza arquitetónica  inegável.

A Catedral de Notre Dame. Quer queiramos quer não, já todos ouvimos falar desta igreja. Eu lembro-me perfeitamente da primeira vez que "vi" esta catedral. Foi num filme da Disney, "O Corcunda de Notre Dame". Espetacular no mínimo dos mínimos. O silencioso interior de pedra é de tirar a respiração: as capelas, as estátuas, os vitrais.

A minha parte favorita: a vista de Paris! Valeu a pena subir os 422 degraus (sem elevador, por umas escadas tão pequenas, mas tão pequenas que não lembram a ninguém!) e esperar duas horas na fila para ir até às torres. Se valeu!!

Ahhhh e já sei porque é que o Quasimodo era corcunda!! É que as portas eram ridiculamente pequenas, não deviam ter mais de um metro e vinte! Como é que alguém não ficaria corcunda a entrar e sair por aquelas portas várias vezes ao dia?

Seguimos até à Saint-Chapelle. O que tem de tão especial esta capela? Os vitrais mais bonitos do mundo! Mais de mil cenas bíblicas representadas nas 15 janelas. De tirar a respiração.

Continuámos. Passámos para o outro lado do rio. Destino: Jardin du Luxembourg. Para mim, os jardins mais exuberantes e bonitos de toda a cidade. Mesmo ao lado do Palácio do Luxemburgo. Apesar da multidão que se junta ali, os jardins são estranhamente calmos. Uma imagem de serenidade no meio da ruidosa e caótica cidade de Paris.

O próximo destino era no topo de uma colina. Uma estrutura neoclássica, na qual se encontram os túmulos das maiores figuras de França: o Panteão.

Nesse dia, à noite, houve ainda tempo para ir conhecer a zona do Moulin Rouge, que ficava a 200 metros do meu hotel (acho que nunca vi tantas casas de shisha seguidinhas em toda a minha vida!).

Espero que tenham gostado, pessoal.
Amanhã há mais!
Beijoca *