31 dias

Um mês passou e com ele passou também a estadia no Jornal de Letras. Foram dias... diferentes. Estava habituada ao ritmo da televisão, acelerado, contínuo (my kind of thing!) A transição não foi fácil. Eram, melhor, são coisas, sítios, ritmos, trabalhos e pessoas completamente diferentes. Embora caiba tudo dentro do grande chapéu que é o jornalismo são coisas completamente opostas. 

O jornal não tem horários. Quando há que fazer trabalha-se! Por um lado há muitos tempos mortos. Por outro lado há dias setressantes durante os quais não se pára um segundo. É o exemplo dos dias de fecho da edição - todas as segundas de 15 em 15 dias. A loucura diria eu! Durante noite (e pela madrugada) tudo acontece tamanho é o desespero... Por exemplo, um recital de poesia ao escuro! Sim, ao escuro! Desligam as luzes com o pessoal a trabalhar! Lindo! Lá tem de ir alguém avisar que o people está a trabalhar... lá foi a Marta Sofia "dar à luz!", literalmente.

Foi diferente. Singular é a melhor forma de caracterizar a minha passagem pelo Jornal de Letras. Agora que venha a Visão (a revista que há anos compro religiosamente todas as quitas feiras). Que venham novos desafios. Amanhã é outro dia. Que seja um dos bons!