#1 Paris

Olá pessoal!! Tenho andado desaparecida, eu sei... Mas não se preocupem, estou de volta! E com muitas surpresas reservadas para breve!

Hoje (e nos próximos dias) vou-vos brindar com posts muuuito especiais. Os meus dias em Paris!

Ir a Paris sempre foi a minha viagem de sonho. Quando digo sempre, é sempre mesmo! Toda a gente que me conhece sabe isso. Desde pequenina que tinha esta vontade enorme de visitar a cidade. Quando fiz 21 anos tive um momento daqueles estranhos em que vi a minha vida toda à frente, sabem? Decidi nessa altura começar a poupar uns trocos para fazer a viagem. Não queria pedir aos meus pais. Era demais. E para mais, quando somos nós que pagamos as coisas, quando temos de trabalhar para as ter, é diferente! Damos mais valor! 

Nove meses depois já tinha dinheiro! Marquei a viagem ainda em maio (isto para ser feita em setembro) e desta forma ficou tudo muito, mas muito mais barato! Marquei a viagem para a semana do meu aniversário (que para os mais esquecidos é no dia 26 de setembro). Basicamente fiquei histérica! (eu já sou histérica naturalmente, mas naquele dia estava especialmente histérica). 

Trabalhei o verão todo e ainda juntei mais uns trocos para ter para gastar em Paris.

Vou deixar-vos aqui o diário de fotos do meu primeiro dia na cidade mais linda do mundo! Espero que gostem, eu sei que adorei!


22 de setembro. O grande dia tinha finalmente chegado! Levantei-me às duas da madrugada. Quer dizer, na verdade deitei-me mas não dormi nada! Tinha de estar no Porto às quatro para fazer o check-in. O voo estava marcado para as seis e um quarto.

Cheguei bem cedo de manhã a Paris (às nove da manhã, hora local). Queria aproveitar o dia ao máximo.

Fizemos uma paragem no hotel. Largamos a bagagem e fomos à descoberta. Primeira paragem: Sacreé-Coeur. Digo-vos só uma coisa, tem a melhor vista da cidade.






Seguiu-se o Jardim das Tuileries (não é dos jardins mais calmos de Paris, mas é sem dúvida um dos mais bonitos). A poucos metros as Pirâmides do Louvre (mas apenas o vi por fora - o museu fica para um dos próximos posts) e o Place de La Concorde. 













 





Passeei o resto da tarde, à descoberta, sem destino. Às vezes os programas muito certinhos são sobrevalorizados. Às vezes sem destino é que se descobrem os recantos mais bonitos, e assim foi, no meu passeio, ao fim do dia, à beira do rio Sena.






  







Mangualde Fashion

Moda e glamour em Mangualde! Como alguns de vocês sabem eu sou natural de Mangualde, 'nobre terra hospitaleira', uma pequena cidade no norte do país!

Duas das meninas do desfile perguntaram-me (acho que a jeito de desafio) se não ia fazer um post sobre o desfile. Bem, Ana Isabel e Catarina, este é para vocês!

Nos últimos quatro anos a minha cidade tem acolhido uma iniciativa (fantástica, a meu ver): o Mangualde Fashion. Um desfile de moda que tem como objetivo promover e dinamizar o comércio local. 

Este é o segundo ano que participo. Tudo começou, o ano passado, em jeito de brincadeira. Um amigo do ginásio desafiou-me e eu não consegui recusar! 

Embora seja tudo 'faz de conta' é fantástico poder desfilar perante milhares de pessoas (sim, porque a incitava junta milhares, é verdade!)

Este ano o desfile contou com a participação de João Maneira. De certeza que sabem quem é! É aquele borracho que faz de Tiago Cunha na telenovela ‘Mar Salgado’. Como podem imaginar as miúdas que iam desfilar (e as que não iam) estavam todas excitadissimas com a presença do João.

O João é fantástico! Eu era uma espécie de "guia" dele, fizemos todos os quadros juntos e não nos saímos nada mal diga-se de passagem!















Este foi sem dúvida o melhor desfile de sempre (até ver!). O ambiente, as pessoas, as peripécias, TUDO! A noite foi, de facto, mágica!

Como sempre, eu parecia a mãe das meninas todas. O carinho que tenho por todas (e todos!) é enorme! Desde tentar acalmar as que choravam com os nervos, a ajudar outras maquilharem-se ou até mesmo a dar conselhos.. 

Para o ano há mais!


















Um obrigada especial aos fotógrafos Nuno Frederico e à MVM Photos pelas belíssimas fotografias.

Burguesa

Não devo ser a única rapariga deste mundo a adorar biquinis.  Todas nós gostamos de estar lindas quando vamos à praia ou à piscina. Eu estou sempre à procura de novos cortes, novos padrões, novos formatos.

Num dia destes, estava eu a navegar no instagram quando me deparei com uma conta que vendia biquinis: Burguesa. Fiquei imediata e irremediavelmente apaixonada.

A Burguesa é uma marca 100% portuguesa e bem, os biquinis são todos de sonho. E eu tinha de ter um biquini de sonho!

Após ver e rever todos os modelos o meu eleito foi o B09. Adoro a combinação de cores, adoro os folhos. É lindíssimo na sua simplicidade.



Todos os modelos existem em 3 tamanhos: S, M e L. A parte de cima não tem de ser igual ao tamanho da parte de baixo. Isso é uma enorme mais valia.  Por exemplo, eu tenho ancas largas e um peito pequeno e por vezes é difícil encontrar biquinis que assentem bem no todo.. Com a Burguesa não tive esse problema. Tive a oportunidade de comprar um S para a parte de cima e um M para a parte de baixo... Perfeito!

Quando puderem deem uma espreitadela na página do Facebook ou do Instragram da Burguesa. Não se vão arrepender! 

Já eu, mal posso esperar para despir a princesa e vestir a burguesa.

Eternamente Apaixonada


Nos últimos tempos a chuva não tem dado tréguas. Hoje o sol voltou a brilhar. As temperaturas convidavam a dar um passeio. Este fim de semana precisava de paz e sossego, queria fugir da cidade sem fugir dela. Descobri um daqueles que se tornou um dos meus recantos favoritos (até à data) e só a 5 minutos de casa: Jardins da Gulbenkian.  Estou apaixonada. Rendo-me! Estou eterna e irremediavelmente apaixonada por Lisboa e por todos os seus recantos.

Não sei se são os recantos. Os lugares recônditos. Ou talvez as colinas verdejantes, ótimas para estender uma manta e ficar a ler um livro. Ir até ao lago. Apreciar as ínfimas brincadeiras dos patinhos. A calma, o sossego, a paz. A possibilidade de me sentar sozinha sem me sentir só. Apreciar o que por vezes não sabemos apreciar. Aquilo a que eu chamo "momento de pausa".

Ofereço-vos um pouco deste pequeno paraíso. Espero que gostem do "mini álbum" fotográfico que fiz, editei e escolhi especialmente para vocês.


E os namorados por ali perdidos. Aposto que grandes amores nasceram nos bancos daqueles jardins. Já estou a imaginar...


Era um dia como tantos outros. Ela precisava de trabalhar mas não lhe apetecia ficar em casa. O dia estava lindo lá fora. Pegou nos livros e no computador e foi até à Gulbenkian. Depois de dar umas voltas pelo jardim lá decidiu sentar-se num banco mais ou menos escondido da confusão para poder trabalhar sossegada. 
Ele tinha decido aproveitar a tarde de sol para tirar umas fotos para o portefólio. Por azar (ou sorte) enganou-se no autocarro. Tinha apanhado o 726. Só se apercebeu de tal quando já estava a chegar à Gulbenkian. Saiu nessa paragem. Decidiu aventurar-se. Ficou encantado com tamanha beleza. Parava em cada canto para tirar uma fotografia e mais uma e outra. A inspiração aparecia de todos os lados. Decidiu sentar-se por breves momentos para ver as fotos que já tinha e beber um golo de água. Foi então que a viu. Sentada num banco a dois metros dele. Não consegui parar de admirá-la. Serena. Pacífica. Angelical. Parecia que nada à sua volta a afetava. Estava ali sozinha mas parecia não se sentir só. Ele sentiu uma enorme necessidade de ir ter com ela. Dizer-lhe "olá". O corpo parecia não fazer o que a cabeça lhe mandava. Ficou paralisado. As horas foram passando até que começaram a brilhar os últimos raios de sol. Ela devia estar quase a ir embora. Ele tinha de agir. Tinha acabado de a ver pela primeira vez e já amava desde sempre. 
Ela estava mergulhada nos livros quando decidiu desviar os olhos por breves momentos das páginas. Estava num sítio tão bonito e ainda não tinha tirado uns minutos para o admirar. Foi então que o viu. A admirar a paisagem (pensava ela, quando na verdade a admirava a ela). Ele tinha qualquer coisa no olhar. Algo que despertou nela um tímido sorriso. 
Ela era daquelas pessoas que não acreditava em amor à primeira vista. Como é que é possível olhar para alguém e saber que se ama? Era impensável para ela. Mas depois as dúvidas começaram a surgir. Havia algo naquele olhar que o tornava diferente. Havia algo nele que despertava algo nela. 
O pôr do sol aproximava-se e nenhum deles avançava. Estavam demasiado encantados e petrificados. Foi então que ela começou a arrumar as coisas. Estava na hora de ir embora. O coração dele não cabia no peito. Tinha de fazer alguma coisa. Tinha trazido a polaroid instantânea. Sem que ela reparasse tirou-lhe uma fotografia. Nenhuma simples fotografia seria capaz de captar tamanha beleza. Mas ali estava ela, radiosa, linda. Pegou na caneta que trazia sempre consigo. Escreveu apenas "Encontros inesperados, reencontros desejados. Se também o desejas vem ter a este banco amanhã ao pôr do sol." Levantou-se, pegou na suas coisas e seguiu caminho na direção dela. Deixou cair a foto no banco onde ela estava sentada sem que ela reparasse. E seguiu. Ela só reparou na fotografia quando pegou na pilha de livros. Lá estava. Era ela. Era dele. 
Tudo aquilo lhe parecia saído de um filme. E se ele era maluco? E se lhe queria fazer mal? Mas o coração dela dizia-lhe que ele não era assim. 
Ele não dormiu a noite toda. Queria que o dia seguinte chegasse. Esperava que ela tivesse visto a fotografia. Esperava que ela fosse. Queria que ela fosse. Precisava que ela fosse. Ela passou o dia todo na faculdade. O corpo dela estava lá, o pensamento estava nele. Ela tinha de ir. Tinha de o ver. Tinha de "tirar as teimas". Para o bem ou para o mal.  
Eles não tinham hora combinada. Tinham o pôr do sol. Tinham a certeza da incerteza. 
Ele chegou primeiro o sol ainda estava alto. Não aguentava ficar em casa. Passaram duas horas e o sol começou a descer em direção ao horizonte. Foi então que a viu. Era linda na sua simplicidade. Ela aproximou-se e sentou-se ao lado dele no banco. Foi então que ela olhou para ele e ele viu os olhos dela. Não eram azuis, não eram verdes. Eram uma mistura subtil. O olhar mais cativante que ele alguma vez viu.
Ela olhou-o tímida.
Foi então que ele disse: "Amo-te".
Ela respondeu "Não te conheço de lado nenhum mas sou tua para sempre"
Talvez tenha sido a forma como ele olhava para ela. Como ela retribuía o olhar. Talvez tenha sido o sorriso dele. Talvez tenha sido a simples sinceridade de um "amo-te" verdadeiro.  
Coisas destas não acontecem todos os dias. Coisas destas parecem impossíveis. Coisas destas dão sentido à vida. Coisas destas fazem-nos acreditar no amor. 
O amor é tão simples quando ninguém o complica. A beleza das coisas está na sua simplicidade. Para ser sentido não tem de ser difícil. Para ser verdadeiro não tem de ser demorado. Para ser grande não tem de ser dar a volta ao mundo. Basta uma tarde, uma coincidência, uma troca de olhares e um banco de jardim.