L'Éclair: Paris em Lisboa

Ficariam surpreendidos se vos dissesse que há um pedacinho de Paris mesmo em Lisboa? Existe mesmo!

Tenho o hábito (fantástico) de deambular pelas ruas de Lisboa. A melhor maneira de conhecer a cidade é percorrer as ruas. Podia ir onde quero de autocarro ou metro. Prefiro ir a pé. Só traz vantagens! Para além de ser ótimo para tonificar as pernas, permite encontrar os melhores sítios.

Andava pelas ruas quando de repente vi uma pequena boutique acolhedora. O seu nome: L'Éclair. Fui instantaneamente transportada para Paris. L'Éclair é (provavelmente) a melhor pastelaria francesa em Portugal. Sem dúvida os melhores éclairs de Lisboa, sem exagero!













Na vitrina do balcão reluzem! Cores, texturas, aromas. Senti-me no paraíso. Escolher revelou ser uma taferefa quase impossível! 15 sabores diferentes: caramelo, frutos vermelhos, chocolate, mascarpone, praliné, bourbon, framboesas, limão e tantos outros. Difícil foi escolher só um.






















Lá escolhi um. Só um mesmo! (nem sei como é que me contive!). O éclair de framboesas fez as minhas delícias. De comer e chorar por mais! De chorar literalmente! Apeteciam-me mesmo chorar... Queria comer mais e não podia..































Éclair significa relâmpago em francês. E acreditem que são mesmo uns autênticos relâmpagos!! O sabor é explosivo, intenso. Doces, estaladiços, e depois aquele creme sedoso, cremoso e aveludado! (aí só de estar a escrever isto até me vem a água à boca!)

Necessário acrescentar que fabricam macarons, croissants, pain au chocolate. Autênticas iguarias. E depois, os majestosos chás Mariage des Fréres, um chocolate quente ou um capuccino bem servido (ainda para mais da marca Valrhona – o meu veio acompanhado por uma pequena barra de chocolate da mesma marca!)




Não têm noção de como eu adoro, ou melhor, amo macarons! E os do L’Éclair são simplesmente divinais. Já os tinha provado na Feira de Chocolate do Campo Pequeno. Não consegui sair da boutique sem uma caixinha deles!





O atendimento é cuidado e exemplar. O dono, Mathieu Croiger, lá estava sorridente a perguntar se tudo estava do meu agrado. Adoro este tipo de atendimento. Senti-me uma autêntica princesa. 

A qualidade é um código incontornável em tudo o que servem. Todos os produtos são fabricados de forma artesanal no atelier-cozinha que se esconde por detrás da boutique.

Fiquei completamente rendida. Haja ginásio! (estes macarons têm de ir para algum lado!). Só existe um minúsculo (e quase insignificante) defeito: o preço. Os éclair são caros (uma média de 3,5€ por éclair doce). Mas a verdade é que valem cada cêntimo!

É na Duque d’Ávila que este pequeno paraíso parisiense tem morada (vai ser o local ideal para começar a planear a minha viagem – excited!!).

Paixão Assolapada #2

Sam Smith. Quer queiramos quer não todos conhecemos este nome (se não conhecem é porque provavelmente vivem em Marte!). Aos 22 anos já é grande no mundo da música. Aos poucos está-se a tornar gigante! É um dos artistas mais aclamados da atualidade. Não é para menos. Para o provar isso mesmo conta  com quatro Grammys e dois Brit Awards. O disco de estreia, In The Lonely Hour, entrou diretamente para o nº1 do Top Britânco e para nº 2 da Billboard. (Espantoso no mínimo!)

Não é o típico cantor pop "lindo de morrer", mas faz parar multidões, faz derreter corações. Emociona. Cativa. 

Apaixono-me a cada música. A cada palavra. A cada melodia. A cada harmonia. A cada silêncio. Não há como não gostar. Estou apaixonada. Há quem diga que os bons homens ou têm namorada ou são homossexuais. Cada vez acredito mais nisso. Ai se pudesse casava-me já! Era só ele dizer sim...

Dia 11de julho todos os caminhos vão dar ao NOS Alive. Der por onde der. Se não for acho que me dá uma coisinha má.

A música que vos deixo acompanha-me há duas semanas. Ouço-a todos dias (às vezes mais do que uma vez). É de uma simplicidade e de uma beleza únicas. E a mensagem... palavras para quê. Basta ouvir. Está tudo dito. 


Fit Life Choice

É às seis e vinte que me levanto todo os dias para ir para o ginásio. Vou, não porque é moda, mas pela minha saúde. De manhã tenho sempre duas opções: continuar a dormir ou levantar o rabinho da cama. Simples. Não vos vou mentir e dizer que não custa. Há dias que penso “Porque é que estou a sair da cama?” Ainda está noite lá fora quando saio de casa. Serei louca?

“Como é que consegues levantar-te a essa hora?”. Força de vontade é a palavra de ordem. Não foi uma, nem duas, mas sim sete! Sete pessoas que já me disseram o seguinte: “Porque é que vais para o ginásio? Não precisas, já és tão magrinha.” Ora ai é que está a questão. Eu não vou ao ginásio para emagrecer mas precisamente para fazer o oposto: GANHAR PESO. Assustador para alguns, a coisa acertada a fazer para mim. Não me sentia mal com o meu corpo, não me interpretem mal. Acima de tudo foi uma questão de saúde e bem-estar.

O importante não é bem o nosso peso mas sim como está o nosso corpo e como nos sentimos. Quando digo aos meus amigos que neste momento peso 60 quilos (ou melhor 59,8) não acreditam! Se me sinto gorda? NUNCA! Estou como nunca estive (e ainda não estou como quero estar). 65 é o objetivo (e já estive mais longe). Quando regressei ao ginásio, há quase 10 meses, tinha pouco mais de 50 quilos. Já ganhei 10! Surpreendentemente nunca me senti tão bem. Ninguém pode dizer que estou gorda porque isso seria mentira. Não é a balança que me define. Se para estar com umas pernas definidas tenho de ter 60 quilos, então que seja! Antes era a “Maria Pernas de Alicate”. Agora não.

Já tinha frequentado o ginásio quando tinha 15 anos. Quando me mudei para Coimbra, para estudar Jornalismo, o ginásio ficou para trás. A juntar a isto a minha alimentação não era das mais cuidadas. Mesmo assim continuava magra. Muitas pessoas sonham com um metabolismo como o meu! A verdade é que só comia porcaria atrás de porcaria (tudo à base do “desenrascanço”) e era extremamente magra (mais do que gostava de admitir).

Junho de 2014. Deu-se o click. Não sei o que se passou comigo. Eu era a preguiça em pessoa, sem tirar nem por. Só estava bem de "cu alapado no sofá". Não fazia nada. Zero. Nicles. Rien de rien. Só sei que acordei e disse à minha mãe "Vou voltar para o Ginásio". Acho que nem ela queria acreditar. Acreditou quando, de facto, me viu lá.A adaptação a este estilo de vida não foi fácil. Ainda hoje tem dias que não é. Acho que todos concordamos que sabe bem ouvir dizer que estamos mais bonita(o)s. Eu não tinha perna, simplesmente não tinha. Era uma “franga”. Ganhar músculo nas pernas e aumentar o glúteo é das coisas que mais batalho. Cada um tem as suas manias, estas são as minhas. Hoje sinto-me bem.

Depois há o lado da alimentação. Isso sim, deu uma volta completa de 360 graus. Cozinhar era para mim um bicho de sete cabeças. Não sabia fazer quase nada e na verdade nunca senti necessidade de aprender.  Aprendi sozinha e por necessidade. Lá ligo à minha avó para me dar as dicas de vez e quando. Mas tudo o que faço, faço sozinha. Vejam lá bem que até já tenho uma mão cheia de receitas minhas! A cozinha tornou-se uma paixão. Agora dou por mim a pensar em receitas, a pensar no que vou fazer, no que vou inventar. Não vale de nada treinarmos se não comermos bem. As vitaminas, nutrientes, proteínas... tudo é fundamental para o nosso rendimento. Ver-me livre das pizzas, hambúrgueres e afins foi fácil. Difícil é resistir aos doces. Há dias que nem o nosso senhor me acude! Todos temos desses dias. Eu não me privo de nada. Se me apetecer um chocolate como, não e por isso que vou estragar seja o que for. Não vou é comer um chocolate todos os dias. E só um esclarecimento: eu não faço dieta, eu como de forma saudável. São duas coisas diferentes. 

Uma coisa é certa. Estou completa e irremediavelmente viciada (e apaixonada) no exercício físico e no estilo de vida saudável. É a minha terapia. Se antes, quando estava triste ou chateada ia encher a barriga de chocolates hoje, a minha terapia, é ir fazer uns quantos agachamentos e mais uns tantos abdominais. Adoro treinar! Um dia sem fazer exercício para mim não é um dia feliz. Não têm noção como é difícil para mim ter um – deviam até ser dois - rest-day. Desespero porque quero ir ao ginásio e o meu orientador me “proíbe” (mas como eu sou uma rebelde vou à mesma, de segunda a domingo!).

Não estou aqui para dar lições de moral a ninguém. Cada um sabe de si. Mas uma coisa é certa: É possível! Basta ter força de vontade. É preciso querer! Arranjar desculpas está fora de questão! Se não for assim nem o menino Jesus nos vai valer! Haja força. Haja organização. Haja vontade. Haja método. E arranja-se maneira, seja qual ela for. (A minha é madrugar…). Volto a repetir. Nada é impossível, desde que tenhamos força de vontade e muita, mesmo muita, dedicação e amor pelo que fazemos. Moral da história: tudo é possível. Basta querer.

Mr. Grey will see you now

Tenho de começar por vos fazer uma confissão. Devo ser das poucas mulheres portuguesas que não leu nenhum dos livros das 50 sombras de Grey

Ouvi falar muito, muito mesmo! Mas nada que me levasse até à livraria mais próxima para comprar os livros. Nunca pensei em dar dinheiro por um livro daqueles. Não vos vou mentir e dizer que não tinha curiosidade. Porque tinha. E olhem que eu não sou daquelas pessoas que não leu porque me acho muito intelectual e que por isso que não lê deste tipo de livros. Eu leio um pouco de tudo. Desde literatura pura a coisinhas mais soft, e isso não é vergonha nenhuma. Este livro não me cativava. Mas uma coisa é certa, deixou-me intrigada. Vendeu mais de 100 milhões de exemplares a nível mundial! Por alguma razão será!

Quando ouvi dizer que ia sair o filme fiquei um bocado de pé atrás. O que iria sair dali? Uma amiga já me tinha contado o enredo. Pensei para cá com os meus botões: será que uma história daquelas ia "aguentar" ser transformada num filme? É que tirando as cenas de sexo, não há muito para contar.

Christian Grey é o sel-made-man perfeito. Jovem milionário. Empresário de sucesso. Sex-appeal em pessoa. Com um segredo escondido. Anastasia Steele é uma estudante de Literatura. Virgem. Tímida. Com dificuldade em relacionar-se com o sexo oposto. A típica romântica que acredita que o amor pode ultrapassar qualquer barreira.

A pedido de uma amiga, Anastasia vai entrevistar Christian Grey. Descobre um homem fascinante que, espantosamente, se interessa por ela. Annastasia vai-se apercebendo que Christian não é uma pessoa como as outras. Acaba por se ver envolvida numa relação amorosa, erótica, emocional e… sadomasoquista (tudo ao mesmo tempo!). Ela luta contra a frieza de Christian. Tenta mudá-lo. Continua a busca incessante pelo amor verdadeiro. O cinema é feito de histórias de amor impossíveis e esta é uma delas. Ou assim o parece.

40 mil bilhetes vendidos antes da estreia. Isto em Portugal. Inacreditável! Eu tinha de perceber o fenómeno. Tinha mesmo! A maioria das críticas que li não eram de todo animadoras: falta de sexo e orgasmos. Nada fiel à descrição explícita do livro. Muito aquém das expetativas.

Os que vão à procura de sexo excêntrico vão ficar desiludidos. Menos de 15 dos 125 minutos do filme têm cenas de sexo
USA Today



Ninguém no filme mostra os genitais. Christian em particular parece fazer muitas coisas sem camisa mas com as calças vestidas, o que não pode ser confortável para um jovem tão ativo. 
Entertainment Weekly

Só o puritano mais empedernido ficará escandalizado. 
The Guardian


Posto isto, as minhas expectativas não eram altas. Muito, muito baixas na verdade. Tudo isto influenciou a disposição com que entrei na sala de cinema. 

O filme estreou há mais de três semanas. Não vão acreditar se vos disser que o filme continua a lotar salas inteiras (ou se calhar até acreditam!). Na sexta  deparei-me com uma sala de cinema praticamente lotada! Até eu fiquei impressionada!

Como não tinha lido o livro não iria saber se a história estava a ser fiel ou não. Acho que foi por esta razão que gostei do filme. Gostei, não vou mentir. Mas continuo sem perceber o enorme (melhor, gigantesco!) fascínio que esta história exerce sobre milhões de leitores e espetadores. Mas se foi um serão bem passado? Foi. E estou, ansiosamente, à espera da sequela.

Não foram poucas as críticas negativas que li acerca das prestações dos dois protagonistas. Tendo em conta o tipo de personagens que tiveram de desempenhar não achei tão mau como li. Ela tinha de ser sensaborona e assim foi. Ele tinha de ser frio (a maior parte do tempo) e assim foi. Senti., inclusivamente, uma ligação entre eles. 

E, espero bem que os rumores acerca do afastamento de Jamie Dornan sejam falsos! Adoro o par. E adoro o Mr. Grey (e aqueles abdominais divinais!). Já não imagino outro homem a desenrolar o papel.

Como é óbvio não se pode agradar a grego e a troianos. Eu gostei. Há quem não goste. Mas também qual era a piada se gostássemos todos do mesmo?




Marmita com Estilo

Com a correria do dia a dia comer de forma saudável pode ser uma tarefa difícil, mas não é impossível! Há uns meses que comecei a levar a marmita para todo o lado. É a minha fiel companheira todos os santos dias. Para além de poupar dinheiro sei exatamente o que estou a comer. 

A minha mala térmica e os meus tupperwarres não eram nada de especial. Dá para o "desenrascar". Estava na hora de apostar numa coisa como deve ser. 

Já algum tempo que ouvia falar da Smart Lunch. Andei semanas e semanas a ver os produtos e a pedir opiniões. Finalmente lá me decidi. Investir num bom equipamento para preservar os alimentos ao longo do dia é essencial. Com o que comprei, comer no trabalho ou na faculdade torna-se muito mais fácil.

Eu queria muito a mala em cor-de-rosa, mas... Estava esgotada! Fiquei muito triste. Mas pronto lá comprei uma mala camel. Também é linda (más não é magnifica como a rosa!). 

Estou super fã da Smart Lunch. Adoro, adoro, adoro. Os tupperwares são mesmo excelentes. Como estavam em promoções acabei por trazer dois pelo preço de um. Juntei a isto uns talheres.

Agora sim. Estou pronta para enfrentar o mundo!










Óscares: o melhor e o pior

Os vestidos dos vestidos!


Jennifer Lopez em Elie Saab. Sem dúvida o meu favorito. Dos poucos vestidos dignos de uma passadeira vermelha. Go go J-Lo.



Gwyneth Paltrow em Ralph & Russo Couture. A simpliciade é o segredo da sofisticação. Simples, sofisticada, elegante. 






































Meryl Streep em Lanvin. Numa palavra: classe.
















Nancy Odell. Um vestido preto é um clássico. Não há como enganar. Este é SÓ deslumbrante.


Anna Kendrick em Thakoon: Simples e efiicaz.


Reese Witherspoon em Tom Ford. Um vestido que lhe assenta na perfeição. Simplicidade all the way.



Vestidos "Não sei onde estava com a cabeça"


Marion Cotillard em Christian Dior. Quem lhe disse que uma faixa preta debaixo do rabiosque ficava bem, enganou-a. 


Scarlett Johansson em Versace. Um elfo. É isso que a Scarlett me faz lembrar neste vestido.


Lady Gaga em Azzedine Alaia. Simplesmente não entendo aquelas luvas. Alguém que me explique.


Noami Watts em Armani Privé. Estão a ver aquele top preto debaixo do vestido. Tenho um igualzinho que uso no ginásio, just saying.




Jamie Chung em Yanina Couture. O fogo de artifício invadiu a passadeira vermelha. E mais não digo.


Julianne Moore em Chanel. O vestido faz zero à figura dela, ZERO!



 Lorelai Linklater em Gabriela Cadena. Os outros vestidos em comparação com este não são assim tão maus. Este é o terror.






Chloe Moretz em Miu Miu. Em primeiro lugar o tecido parece a colcha da minha cama. Em segundo parece que ela está grávida. 


Emma Stone em Elie Saab. Cor horrível para o tom de pele dela. De resto, aceitável.


Keira Knightley em Valentino. É só a mim que isto faz lembrar o vestido de noiva da Angelina Jolie?


Solange Knowles em Christian Siriano. O que é isto, alguém me explica? Nem tenho palavras.



Nicole Kidman em Louis Vuitton. Nada! Não se aproveita nada deste vestido. Feio que dói!


Georgina Chapman em Marchesa. E para último o melhor do pior. Palavras para quê.




Vestidos "Nem aquecem Nem arrefecem"


Dakota Johson em Saint Laurent. O vestido não é feio, mas também não é nada de especial. E não entendo aquela alça. 








































Jennifer Aniston em Versace. Giro mas nada por aí além. O do ano passado põe este a um canto.








































Lupita Nyong'o em Calvin Klein. Same here. O vestido do ano passado foi o meu favorito. A fasquia estava muito alta. Não é feio. Mas estas pérolas todas deixam um bocado a desejar.








































Jennifer Hudson em Romana Keveza. Simples, belo e amarelo. Nada supreendente.




 Patricia Arquette em Rosetta Getty. Elegante mas uma vez mais, a passadeira vermelha pedia um upgrade.








































Zoe Saldana em Versace. Giro. Mas não é o ideal para uma passadeira vermelha. Falta aqui qualquer coisita.











31 dias

Sexta-feira 13. Dizem por ai que é dia de azar. Talvez seja. Talvez não. Dia 13. A minha sorte grande. Tudo começou dia 13 de janeiro. Entrei pela primeira vez na SIC. Tudo terminou dia 13 de fevereiro (mas será que terminou mesmo?)

Um mês. Quatro semanas. Exatamente 31 dias. Nem mais nem menos. Os melhores da minha vida. Sem tirar nem pôr (31 é 13 ao contrário, pura coincidência?)

Fiz mais do que alguma vez imaginei. Aprendi mais do que achei possível. O segredo não está no tempo que temos à disposição. Isso é relativo. O segredo está na  forma como o aproveitamos. Aproveitei cada segundo. Aprendi e cresci todos os dias. Tornei-me melhor profissional, melhor ser humano.

Estive rodeada dos melhores mentores que alguma vez poderia ter encontrado. Com eles e por eles cresci. Um obrigada nunca será suficiente. 

Senti um orgulho enorme de cada vez que os meus offs e peças foram para o ar (e não foram assim tão poucos!). Vivi a magia do futebol. Vivi a magia da televisão. Vivi a profissão que me fascina. 

Noticiários visto da régi. Ver diretos do local. Perceber como tudo funciona. Desconstruir a imagem pré-definida que tinha. Apaixonar-me a cada momento...

Sempre ouvi dizer "escolhe um trabalho que ames e não terás que trabalhar um dia na tua vida". Não houve um único dia em que dissesse: quero ir embora ou, já não aguento mais. Podia estar cansada, mas a vontade de estar na redação era maior que tudo o resto. Estava sempre feliz. Sentia-me realizada. 

Não tinha hora de saída. O dia terminava quando o trabalho estava feito. Não me importava. Os dias eram intensos não vos vou mentir. Trabalhei mais horas do que nunca. Mas nada disso importava. Quando se ama o que se faz tudo o resto é relativo. Estava feliz.

Um dia volto. Juro que volto! Da próxima vez para ficar, ou não me chamo eu Marta Sofia! Não precisa de ser pela porta grande, até entro pela porta dos fundos. Todos temos de começar por algum lado. E eu não sou pessoa de desistir!