Vou só ali e já volto

A semana já vai longa. Escrevo-vos a caminho de casa. Nunca pensei dizer o que vou dizer agora. Preparados? Não queria vir. Queria estar em Lisboa. Queria estar na redação, a trabalhar. Queria estar na SIC.

Sou uma menina da mamã e adoro o conforto de casa. Não me levem a mal. Estou muito feliz por ir a casa. Estar com a família e os amigos vai ser fantástico. Mas também estou triste.

Este estado de espírito só pode significar uma coisa: amo mesmo o que faço! Nunca (mas nunca mesmo) isto me aconteceu.

Estão a ver aquelas pessoas que estão sempre prontas para voltar para casa? Que estão sempre desejosas de regressar? Que não pensam noutra coisa? Eu era uma dessas pessoas. Sem tirar nem pôr. Sempre com a mala pronta. Sempre com um pé em terra e outro no comboio.

Essa pessoa já não existe. Vá, não vou ser tãoo radical. Existe mas está extremamente controlada. Encontrei o meu cantinho no mundo e na vida. E não o quero largar. Estou desejosa que segunda feira chegue. Estou desejosa de voltar à redação.

Sinto-me feliz, bem, aceite, realizada. Sinto que estou a aprender e a crescer. Sinto-me à vontade para ser quem sou sem rodeios: brinco, mando sempre o meu "bitaite" mas trabalho e muito! Mostro interesse. Dou sempre o máximo de mim em tudo o que faço. Não quero ser boa. Quero ser excecional e vou fazer por isso (nem que morra a tentar). Aprender, aprender, aprender!

Na quinta-feira acompanhei um jornalista em reportagem. Mote: final da carreira do árbitro Pedro Proença. Algum dia imaginava (a mim, a Marta Sofia!) que ia estar na mesma sala que os grandes nomes do futebol português? Nunca nesta vida!

É isto que me fascina. Foi por isto que decidi vir para o desporto. Faço o impensável, o inimaginável todos os dias! E sabem que mais: ADORO! Não podia estar mais feliz.


Só peço uma coisa: que um dia possa fazer disto vida. Vou fazer os possíveis e os impossíveis para que isso aconteça. Estou a apaixonar-me todos os dias pelo jornalismo, pela televisão. Espero um dia poder dizer: sou jornalista.

Paixão Assolapada #1

This Love. Misery. She Will Be Loved. Wont't Go Home Without You. Daylight. Payphone. Love Somebody. Maps. Sunday Morning. Animals. 

Já adivinharam o conteúdo deste post?

Há muito, muitooo, tempo que sou fã dos Maroon5. Não me recordo como é que esta paixão assolapada surgiu... Mas digo-vos uma coisa, esta paixão não tem fim! A-D-O-R-O-O-S!

Não existe uma música deles que eu não saiba de trás para a frente. Não existe uma música de que eu não goste. De verdade!

Os anos passam e eles ficam cada vez melhores (são como o vinho do Porto!). Ainda me lembro daquela onda mais antiga fofinha e romântica (quem não se lembra do álbum Songs About Jane?) Hoje têm uma onda mais animalesca. Cresceram os fofinhos, agoram estão mais atrevidos. 

Assunto do momento: Sugar. O último vídeoclip deles é simplesmente fenonemal. Quando o vi pela primeira vez não queria acreditar. Quem me dera a mim que viessem cantar ao meu casamento. Melhor ainda: podiam aparecer aqui agora mesmo! (acho que, no mínimo, desmaiava!)


As notícias que questionam a veracidade do vídeo são inúmeras. A Banda é acusada de ter falsificado os casamentos. Verdade ou mentira uma coisa é certa, os Maroon5 conseguiram o que queriam: milhões de visulizações. O vídeo bateu recordes! Do nada tornou-se viral!


Digam o que disserem, o sucesso deles é incontestável. Para mim é uma das melhores bandas da atualidade (esta é apenas a minha modesta opinião).

É por estas e por outras que dia 17 de junho estou lá batida! Com muita pena minha não consegui ir vê-los em 2012 (tive de me contentar com a reles emissão televisiva do concerto). Este ano a história vai ser outra. Adam prepara-te que aqui vou eu!

Waffles de Aveia

Aqui fica uma receita, a primeira do blog: Waffles de aveia.

É uma receita muito útil (pelo menos para mim). São fantásticos porque se adaptam a todas as minhas refeições. Tanto serve para o pequeno almoço como para o lanche. Tanto serve de pré-treino como pós-treino.

É simples, rápido, de fácil preparação e não suja quase loiça nenhuma (e isso para mim é muito importante!)


Ingredientes:
2 colheres de sopa de aveia
2 colheres de sopa de linhaça dourada
1 colher de sopa de frutose ou açúcar mascavado
1 colher de café de fermento
1 ovo
3 claras
Canela a gosto


Preparação:
Colocar os ingredientes todos num processador de comida ou uma liquidificadora. 
Misturar até obter uma massa homogénea.
Colocar a massa na máquina de waffles durante três minutos.


Acompanhamentos:
Existem várias opções de acompanhamentos. Depende muito do gosto de cada um. Deixo-vos aqui algumas sugestões:

  • Morangos e Mel
  • Iogurte natural sem açúcar (eu gosto dos da Alpro) e frutos vermelhos
  • Coco ralado e canela
  • Uma compota qualquer sem adição de açúcar



Experimentem, vão ver que são deliciosos. É a prova provada que, para comermos de forma saudável não temos de abdicar de docinhos.






Cara Nova







Ano Novo, Cara Nova. O mesmo conceito. Um look à altura.

Finalmente tenho o meu (tão esperado) logotipo. ADORO! Quem sabe, sabe. E mais não digo. Aliás, digo só uma coisa... Obrigada João!

Não podias ter tido um tiro mais certeiro. O Blog é a minha cara! Simples e sofisticado. Não me conheces mas é como se me conhecesses a minha vida inteira. Estou aqui eu, cada nuance do meu ser. Sem tirar nem por. 

Aproveitem para dar uma vista de olhos ao trabalho maravilhoso do João, não se vão arrepender. 

A minha "Terra do Nunca"

O dia era de nervos. Às quatro da tarde tinha de me apresentar na SIC. Passei a manhã em histeria completa (típico!). Os nervos, ai os nervos! Aquele sonho remoto (que em tempos me pareceu extremamente utópico) ia-se tornar a realidade. Melhor, já é realidade, a minha realidade (e que bem que sabe dizer isto).

"Isso é só um mero estágio" dizem-me alguns. "Só lá vais estar um mês", dizem outros. Sim, é um estágio. Só vai durar um mês, é verdade. Mas não é um estágio qualquer. Não existe nada de vulgar num estágio como este. Seja um mês, ou dois, ou dez, isso não interessa. Eu posso lá estar um mês e aprender tanto ou mais que uma pessoa que esteja seis. O empenho e dedicação que cada um põe naquilo que faz é que faz toda a diferença. E assim se separa o trigo do joio. 

Todos temos de começar por um algum lado. Seja qual for a profissão. Ninguém nasce ensinado. Ninguém começa como chefe de uma empresa. Nem de longe nem de perto. É a forma como encaramos as coisas e como agimos que nos fará vingar ou não. Dou sempre o meu máximo em tudo o que faço. Dedico-me. Esforço-me. Algum dia o esforço será recompensado. Para os bons há sempre lugar! É assim que eu penso. É assim que mantenho a esperança. É assim que não desanimo quando me dizem "nunca vais ter trabalho".

Imaginem a "Terra do Nunca". Aquele lugar distante, idílico, utópico, mágico. Todos nós temos um lugar assim, nem que seja apenas na nossa mente. A minha "Terra do Nunca" sempre foi só uma: o mundo da Televisão. Era um sonho distante. Um sonho que agora é bem real, palpável, visível. 

Arrebatadora, apaixonante, deslumbrante, cativante, mas acima de tudo MÁGICA. A televisão é tudo o que sempre imaginei. Talvez com uma ou duas nuances, mas para melhor. Um pouco mais pequena, mas igualmente fascinante. 

Fiquei na editoria que tanto queria. Não vão conseguir adivinhar qual! É inimaginável! Pensem na coisa mais improvável que vos vier à cabeça... Queria desafiar-me. Testar-me. Aprender mais. Aprender não só a fazer algo novo mas também coisas novas, assuntos novos. Queria estar numa editoria onde pudesse aprender todos os dias.  Já lá chegaram?
Marta Matos: a mais recente aquisição do Desporto! Eu não avisei que era a coisa mais improvável de todos os tempos? 

E vocês perguntam: "mas o raio da garota percebe alguma coisa de desporto?" ZERO! O desafio é esse mesmo. Não fiquem a pensar que sou louca (embora seja um bocadinho).

Só cá estou há dois dias e já aprendi mais do que alguma vez imaginei: nomes de treinadores, jogadores, termos técnicos e coisas que tal. Qualquer dia estou uma "expert" desportiva. Esperem para ver. Mas não é só isso. Há mais, muito mais. Recebi bons conselhos, excelentes diria eu. Arranjei mentores do melhor que há. De verdade! 

Tinha a ideia (agora vejo que errada) que os jornalistas televisivos eram mais competitivos, individualistas, arrogantes. Muito pelo contrário. Fui muito bem recebida. Tenho colegas que perdem o seu tempo a ensinar-me. Ensinar-me como funcionam os programas, como fazer um bom off, um bom Talking Head, uma boa peça. Até já houve um jornalista que se disponibilizou a dar-me dicas de colocação de voz! Querem melhor?

Adoro o pessoal do desporto. Tratam-me carinhosamente por Martinha. Super porreiros, flexíveis, descontraídos. (e eu a pensar que na Televisão andava tudo maluco, pressionados com o tempo, ainda não vi nada disso!). Fossem todos os jornalistas assim e o mundo era um lugar bem melhor.

Acho que não podia ter começado de melhor forma!






Uma palavra: Obrigada!

A rotina matutina foi a de tantos outros dias: acordar, comer, treinar, comer, apanhar o metro. Chegar ao Chiado e cumprimentar o sempre simpático Fernando Pessoa. Caminhar por entre as ruas em direção à tão familiar Rua Ivens. Chegar à rádio e cumprimentar o segurança com o meu sempre sonante e sorridente “Boa Tarde Alegria”.





Quando no futuro for ao Chiado não vai ser igual... Nunca vai ser igual! As ruas vão ser as mesmas, a multidão indiferenciada continuará lá, o Pessoa não sairá do seu lugar, mas vai ser diferente. Será sempre diferente!

Tive a sorte de viver o Chiado de uma forma única. Nem todas as pessoas a têm. Não me limitei a passar por lá todos os dias. Vivi. Trabalhei. Sonhei. Ousei. E sem dar por isso, apaixonei-me de forma irremediável. Vou voltar (é claro) a este lugar nobre que tanto me deu e que tanto me fez sentir. Será sempre o meu oásis. Um dos meus sítios favoritos em toda a Lisboa. Mas vai ser sempre diferente...

Entrei na redação. Senti logo um friozinho na barriga (ia mesmo ser o último dia de trabalho na rádio que tanto me deu).

O dia passou-se como um qualquer dia de trabalho. Tive um serviço no Ministério das Finanças (o meu último a envergar o microfone da Renascença). Perdi-me no Terreiro (não dava com o raio do Ministério!). Lá me dirigi a uns "senhores agentes" que de forma amável que ensinaram o caminho (era tão mas tão fácil, só mesmo eu para me perder!). Cumpri o meu dever. Era hora de regressar.

No caminho de volta para a rádio fiz uma paragem: a Padaria Portuguesa. Tinha de levar um bolo de despedida. Um pequeno miminho, “com muito amor”.


Um dia como tantos outros mas tão diferente ao mesmo tempo. A hora de saída aproximava-se. Hoje não queria sair, não queria mesmo. A despedida custou. Não vou dizer o contrário porque não seria verdade. 

Sempre ouvi dizer que quando gostamos muito de estar num sítio, ou do que estamos a fazer, não damos pelo tempo passar. Assim foi. Este mês passou num abrir e fechar de olhos. Ainda ontem entrei pela primeira vez pelas verdes e pesadas portas da Renascença e hoje foi o dia da despedida.

Adorei cada dia, cada minuto. Adorei cada serviço, cada saída. Adorei todas as horas “loucas” a fazer notícias para o noticiário seguinte. Adorei, ou melhor adoro todas aquelas pessoas maravilhosas.

Aprendi muito, muito mesmo. Mais do que alguma vez imaginei possível. Aprendi não só a fazer o que mais amo como aprendi que é mesmo isto que quero fazer. Aprendi que o jornalismo é irremediavelmente o que quero fazer da minha vida. Aprendi que não aprendi nada nos bancos da faculdade. Aprendi que o jornalismo é muito mais do que as meras teorias que me ensinaram. Aprendi também muito sobre mim: sou muito mais desenrascada do que pensava, muito mais persistente e muito mais ousada. Aprendi a soltar-me e deixar os outros verem-me por quem sou. Quem me conhece sabe que antes de me dar a conhecer me fecho em copas. Já não sou assim. Agora sou quem sou, sem medos, sem receios nem anseios. Saio daqui, sem dúvida alguma, melhor profissional, mas também melhor pessoa. Cresci!

O dia é de tristezas mas também de alegrias. Amanhã começa uma nova fase. “SIC eu estou a chegar!”. Quem me conhece consegue imaginar o meu entusiasmo! Desde que me conheço sempre disse: um dia vocês ainda me vão ver na SIC. Desde o liceu, passando pelos anos da faculdade... e amanhã, lá estarei! Vou entrar com o pé direito (como entro e saio em tudo).

Na Renascença já me sentia em casa. Verdadeiramente! Vai deixar saudades, muitas saudades.  Um dia eu volto, eu juro que volto! É muito difícil alguém ver-se livre de mim!



Deixei-lhes uma pequena carta que partilho aqui convosco (lá ficou ela pendurada num placar, para que nunca se esqueçam de mim)


Um enorme obrigada a todos do fundo do coração. Ensinaram-me muito (e não só). Adorei (e ganhei muito) por vos ter conhecido a todos. Mas deixam-me deixar aqui um especial obrigada a umas quantas pessoas: 
Celso, obrigada por todos os conselhos, obrigada por te preocupares comigo e me dizeres para mudar de profissão (vou ser louca ao ponto de não acarretar esse conselho), obrigada por seres o “paizinho” aqui do sítio sempre preocupado com todas nós.
Ana Paula (minha linda conterrânea), obrigada pela simpatia infindável, pela tua paciência, por me mostres como o mundo é um local pequeno, por me transmitires segurança e me fazeres sentir em casa.
Zeca, obrigada por me fazeres rir tantas e tantas vezes, obrigada por me teres levado no meu primeiro serviço e pela troca de experiências.
Miguel, obrigada pelo trabalho que me deste, pelas dores de cabeça com as quais tanto aprendi, por me ensinares tanto em tão pouco tempo.
Eunice, obrigada pela simpatia e por todos os serviços que me marcaste (aprendi muito com todos eles) e já agora obrigada por todos os bolos maravilhosos que trouxeste, com os quais me deliciei.
Fátima, obrigada por tudo o que me ensinaste e pela paciência.
Ricardo, obrigada pela tua boa disposição, obrigada por me fazeres ver que enfrentar os dias cheios de positivismo e boa disposição é a melhor forma de viver.
Inês, obrigada por seres minha companheira, obrigada pelas pequenas coisas que me ensinaste, pelos conselhos, obrigada por não seres uma mera colega.
Vermelho, obrigada por me fazeres sempre rir e por tudo o que me ensinaste (e olha que não foi pouco).

Acima de tudo obrigada a todos do fundo do coração por me receberem de braços aberto, me acolherem, me ensinarem e me darem mais do que alguma vez achei que fosse possível. Sei que não vos posso retribuir tudo aquilo que me deram mas espero que saibam que estou eternamente grata.
Saio daqui não só com mais “estaleca” e conhecimento, como também saio de coração cheio, cheio de carinho.
Nunca vos vou esquecer e espero que não se esqueçam de mim. Espero que não se esqueçam da estagiária bem disposta, espevitada, curiosa, metediça, trabalhadora e esforçada que passou por esta redação. 
Um dia eu volto, eu juro que volto! Estão a ver aqueles bichinhos, as lapas? Eu sou como eles. É muito difícil verem-se livres de mim, agarro e não descolo. E quando um dia eu voltar (já estaremos todos na Buraca) vão ficar todos espantados: “Não é que o raio da garota voltou mesmo?”

Gosto muito de vocês. Beijo do tamanho do mundo.
 Marta Matos
 (a estagiária da tarde)