Waffles de Aveia

Aqui fica uma receita, a primeira do blog: Waffles de aveia.

É uma receita muito útil (pelo menos para mim). São fantásticos porque se adaptam a todas as minhas refeições. Tanto serve para o pequeno almoço como para o lanche. Tanto serve de pré-treino como pós-treino.

É simples, rápido, de fácil preparação e não suja quase loiça nenhuma (e isso para mim é muito importante!)


Ingredientes:
2 colheres de sopa de aveia
2 colheres de sopa de linhaça dourada
1 colher de sopa de frutose ou açúcar mascavado
1 colher de café de fermento
1 ovo
3 claras
Canela a gosto


Preparação:
Colocar os ingredientes todos num processador de comida ou uma liquidificadora. 
Misturar até obter uma massa homogénea.
Colocar a massa na máquina de waffles durante três minutos.


Acompanhamentos:
Existem várias opções de acompanhamentos. Depende muito do gosto de cada um. Deixo-vos aqui algumas sugestões:

  • Morangos e Mel
  • Iogurte natural sem açúcar (eu gosto dos da Alpro) e frutos vermelhos
  • Coco ralado e canela
  • Uma compota qualquer sem adição de açúcar



Experimentem, vão ver que são deliciosos. É a prova provada que, para comermos de forma saudável não temos de abdicar de docinhos.






Cara Nova







Ano Novo, Cara Nova. O mesmo conceito. Um look à altura.

Finalmente tenho o meu (tão esperado) logotipo. ADORO! Quem sabe, sabe. E mais não digo. Aliás, digo só uma coisa... Obrigada João!

Não podias ter tido um tiro mais certeiro. O Blog é a minha cara! Simples e sofisticado. Não me conheces mas é como se me conhecesses a minha vida inteira. Estou aqui eu, cada nuance do meu ser. Sem tirar nem por. 

Aproveitem para dar uma vista de olhos ao trabalho maravilhoso do João, não se vão arrepender. 

A minha "Terra do Nunca"

O dia era de nervos. Às quatro da tarde tinha de me apresentar na SIC. Passei a manhã em histeria completa (típico!). Os nervos, ai os nervos! Aquele sonho remoto (que em tempos me pareceu extremamente utópico) ia-se tornar a realidade. Melhor, já é realidade, a minha realidade (e que bem que sabe dizer isto).

"Isso é só um mero estágio" dizem-me alguns. "Só lá vais estar um mês", dizem outros. Sim, é um estágio. Só vai durar um mês, é verdade. Mas não é um estágio qualquer. Não existe nada de vulgar num estágio como este. Seja um mês, ou dois, ou dez, isso não interessa. Eu posso lá estar um mês e aprender tanto ou mais que uma pessoa que esteja seis. O empenho e dedicação que cada um põe naquilo que faz é que faz toda a diferença. E assim se separa o trigo do joio. 

Todos temos de começar por um algum lado. Seja qual for a profissão. Ninguém nasce ensinado. Ninguém começa como chefe de uma empresa. Nem de longe nem de perto. É a forma como encaramos as coisas e como agimos que nos fará vingar ou não. Dou sempre o meu máximo em tudo o que faço. Dedico-me. Esforço-me. Algum dia o esforço será recompensado. Para os bons há sempre lugar! É assim que eu penso. É assim que mantenho a esperança. É assim que não desanimo quando me dizem "nunca vais ter trabalho".

Imaginem a "Terra do Nunca". Aquele lugar distante, idílico, utópico, mágico. Todos nós temos um lugar assim, nem que seja apenas na nossa mente. A minha "Terra do Nunca" sempre foi só uma: o mundo da Televisão. Era um sonho distante. Um sonho que agora é bem real, palpável, visível. 

Arrebatadora, apaixonante, deslumbrante, cativante, mas acima de tudo MÁGICA. A televisão é tudo o que sempre imaginei. Talvez com uma ou duas nuances, mas para melhor. Um pouco mais pequena, mas igualmente fascinante. 

Fiquei na editoria que tanto queria. Não vão conseguir adivinhar qual! É inimaginável! Pensem na coisa mais improvável que vos vier à cabeça... Queria desafiar-me. Testar-me. Aprender mais. Aprender não só a fazer algo novo mas também coisas novas, assuntos novos. Queria estar numa editoria onde pudesse aprender todos os dias.  Já lá chegaram?
Marta Matos: a mais recente aquisição do Desporto! Eu não avisei que era a coisa mais improvável de todos os tempos? 

E vocês perguntam: "mas o raio da garota percebe alguma coisa de desporto?" ZERO! O desafio é esse mesmo. Não fiquem a pensar que sou louca (embora seja um bocadinho).

Só cá estou há dois dias e já aprendi mais do que alguma vez imaginei: nomes de treinadores, jogadores, termos técnicos e coisas que tal. Qualquer dia estou uma "expert" desportiva. Esperem para ver. Mas não é só isso. Há mais, muito mais. Recebi bons conselhos, excelentes diria eu. Arranjei mentores do melhor que há. De verdade! 

Tinha a ideia (agora vejo que errada) que os jornalistas televisivos eram mais competitivos, individualistas, arrogantes. Muito pelo contrário. Fui muito bem recebida. Tenho colegas que perdem o seu tempo a ensinar-me. Ensinar-me como funcionam os programas, como fazer um bom off, um bom Talking Head, uma boa peça. Até já houve um jornalista que se disponibilizou a dar-me dicas de colocação de voz! Querem melhor?

Adoro o pessoal do desporto. Tratam-me carinhosamente por Martinha. Super porreiros, flexíveis, descontraídos. (e eu a pensar que na Televisão andava tudo maluco, pressionados com o tempo, ainda não vi nada disso!). Fossem todos os jornalistas assim e o mundo era um lugar bem melhor.

Acho que não podia ter começado de melhor forma!






Uma palavra: Obrigada!

A rotina matutina foi a de tantos outros dias: acordar, comer, treinar, comer, apanhar o metro. Chegar ao Chiado e cumprimentar o sempre simpático Fernando Pessoa. Caminhar por entre as ruas em direção à tão familiar Rua Ivens. Chegar à rádio e cumprimentar o segurança com o meu sempre sonante e sorridente “Boa Tarde Alegria”.





Quando no futuro for ao Chiado não vai ser igual... Nunca vai ser igual! As ruas vão ser as mesmas, a multidão indiferenciada continuará lá, o Pessoa não sairá do seu lugar, mas vai ser diferente. Será sempre diferente!

Tive a sorte de viver o Chiado de uma forma única. Nem todas as pessoas a têm. Não me limitei a passar por lá todos os dias. Vivi. Trabalhei. Sonhei. Ousei. E sem dar por isso, apaixonei-me de forma irremediável. Vou voltar (é claro) a este lugar nobre que tanto me deu e que tanto me fez sentir. Será sempre o meu oásis. Um dos meus sítios favoritos em toda a Lisboa. Mas vai ser sempre diferente...

Entrei na redação. Senti logo um friozinho na barriga (ia mesmo ser o último dia de trabalho na rádio que tanto me deu).

O dia passou-se como um qualquer dia de trabalho. Tive um serviço no Ministério das Finanças (o meu último a envergar o microfone da Renascença). Perdi-me no Terreiro (não dava com o raio do Ministério!). Lá me dirigi a uns "senhores agentes" que de forma amável que ensinaram o caminho (era tão mas tão fácil, só mesmo eu para me perder!). Cumpri o meu dever. Era hora de regressar.

No caminho de volta para a rádio fiz uma paragem: a Padaria Portuguesa. Tinha de levar um bolo de despedida. Um pequeno miminho, “com muito amor”.


Um dia como tantos outros mas tão diferente ao mesmo tempo. A hora de saída aproximava-se. Hoje não queria sair, não queria mesmo. A despedida custou. Não vou dizer o contrário porque não seria verdade. 

Sempre ouvi dizer que quando gostamos muito de estar num sítio, ou do que estamos a fazer, não damos pelo tempo passar. Assim foi. Este mês passou num abrir e fechar de olhos. Ainda ontem entrei pela primeira vez pelas verdes e pesadas portas da Renascença e hoje foi o dia da despedida.

Adorei cada dia, cada minuto. Adorei cada serviço, cada saída. Adorei todas as horas “loucas” a fazer notícias para o noticiário seguinte. Adorei, ou melhor adoro todas aquelas pessoas maravilhosas.

Aprendi muito, muito mesmo. Mais do que alguma vez imaginei possível. Aprendi não só a fazer o que mais amo como aprendi que é mesmo isto que quero fazer. Aprendi que o jornalismo é irremediavelmente o que quero fazer da minha vida. Aprendi que não aprendi nada nos bancos da faculdade. Aprendi que o jornalismo é muito mais do que as meras teorias que me ensinaram. Aprendi também muito sobre mim: sou muito mais desenrascada do que pensava, muito mais persistente e muito mais ousada. Aprendi a soltar-me e deixar os outros verem-me por quem sou. Quem me conhece sabe que antes de me dar a conhecer me fecho em copas. Já não sou assim. Agora sou quem sou, sem medos, sem receios nem anseios. Saio daqui, sem dúvida alguma, melhor profissional, mas também melhor pessoa. Cresci!

O dia é de tristezas mas também de alegrias. Amanhã começa uma nova fase. “SIC eu estou a chegar!”. Quem me conhece consegue imaginar o meu entusiasmo! Desde que me conheço sempre disse: um dia vocês ainda me vão ver na SIC. Desde o liceu, passando pelos anos da faculdade... e amanhã, lá estarei! Vou entrar com o pé direito (como entro e saio em tudo).

Na Renascença já me sentia em casa. Verdadeiramente! Vai deixar saudades, muitas saudades.  Um dia eu volto, eu juro que volto! É muito difícil alguém ver-se livre de mim!



Deixei-lhes uma pequena carta que partilho aqui convosco (lá ficou ela pendurada num placar, para que nunca se esqueçam de mim)


Um enorme obrigada a todos do fundo do coração. Ensinaram-me muito (e não só). Adorei (e ganhei muito) por vos ter conhecido a todos. Mas deixam-me deixar aqui um especial obrigada a umas quantas pessoas: 
Celso, obrigada por todos os conselhos, obrigada por te preocupares comigo e me dizeres para mudar de profissão (vou ser louca ao ponto de não acarretar esse conselho), obrigada por seres o “paizinho” aqui do sítio sempre preocupado com todas nós.
Ana Paula (minha linda conterrânea), obrigada pela simpatia infindável, pela tua paciência, por me mostres como o mundo é um local pequeno, por me transmitires segurança e me fazeres sentir em casa.
Zeca, obrigada por me fazeres rir tantas e tantas vezes, obrigada por me teres levado no meu primeiro serviço e pela troca de experiências.
Miguel, obrigada pelo trabalho que me deste, pelas dores de cabeça com as quais tanto aprendi, por me ensinares tanto em tão pouco tempo.
Eunice, obrigada pela simpatia e por todos os serviços que me marcaste (aprendi muito com todos eles) e já agora obrigada por todos os bolos maravilhosos que trouxeste, com os quais me deliciei.
Fátima, obrigada por tudo o que me ensinaste e pela paciência.
Ricardo, obrigada pela tua boa disposição, obrigada por me fazeres ver que enfrentar os dias cheios de positivismo e boa disposição é a melhor forma de viver.
Inês, obrigada por seres minha companheira, obrigada pelas pequenas coisas que me ensinaste, pelos conselhos, obrigada por não seres uma mera colega.
Vermelho, obrigada por me fazeres sempre rir e por tudo o que me ensinaste (e olha que não foi pouco).

Acima de tudo obrigada a todos do fundo do coração por me receberem de braços aberto, me acolherem, me ensinarem e me darem mais do que alguma vez achei que fosse possível. Sei que não vos posso retribuir tudo aquilo que me deram mas espero que saibam que estou eternamente grata.
Saio daqui não só com mais “estaleca” e conhecimento, como também saio de coração cheio, cheio de carinho.
Nunca vos vou esquecer e espero que não se esqueçam de mim. Espero que não se esqueçam da estagiária bem disposta, espevitada, curiosa, metediça, trabalhadora e esforçada que passou por esta redação. 
Um dia eu volto, eu juro que volto! Estão a ver aqueles bichinhos, as lapas? Eu sou como eles. É muito difícil verem-se livres de mim, agarro e não descolo. E quando um dia eu voltar (já estaremos todos na Buraca) vão ficar todos espantados: “Não é que o raio da garota voltou mesmo?”

Gosto muito de vocês. Beijo do tamanho do mundo.
 Marta Matos
 (a estagiária da tarde)


 

Into The Woods

Novo ano é sinónimo de estreias no grande ecrã. Olhei para o leque de filmes à disposição e escolhi o que mais me despertou a atenção: Into the Woods. Quem me conhece sabe que era imperativo ir ver o novo filme da Disney. Não sabia muito bem o que esperar. Mistério. Fantasia. Um musical baseado num espetáculo da Broadway de Stephen Sondheim. Não vou mentir, as expetativas eram altas.


Eu sou uma “menina Disney”, sempre fui e sempre serei. Passei toda a minha infância rodeada e acompanhada por todas as personagens e mais algumas: Rei Leão, Pequena Sereia, Peter Pan, Cinderela (a minha favorita), Branca de Neve, Dumbo, A Bela Adormecida, Alice no País das Maravilhas, Aladin e tantos, tantos outros. Como podem imaginar, adoro estes novos filmes da Disney que reinventam os velhos Contas de Fadas (como Maléfica e o mais recente Alice no País das Maravilhas). Conseguem imaginar o meu entusiasmo quando ouvi falar deste novo filme?

Bonito, inteligente, engraçado, sombrio, revelador, mágico, encantador, vibrante, excitante... Os ingredientes estão lá todos e tudo funciona muito bem. Cada palavra, cada música, cada expressão, cada momento, cada desejo. Realista e não um mero conto de fadas. Humorístico e às vezes sarcástico. E depois a imprevisibilidade, é isso que o torna tão excitante, que dá imensa vontade de ver a cena seguinte.

Imaginem uma história com todas as personagens que nos acompanharam desde pequeninos. Cinderela, Capuchinho Vermelho, Rapunzel, João e o Pé de Feijão… Todos juntos num mundo alternativo. Agora, juntem-lhes um Padeiro, a sua Mulher e uma Bruxa. O casal não consegue ter filhos. Estão sob o efeito de uma maldição. Há muitos anos, a Bruxa havia amaldiçoado o pai do Padeiro por este lhe ter roubado a horta. Que azar! A Bruxa compromete-se a reverter a maldição se lhe arranjassem uma série de objetos: “uma vaca tão branca como o leite, uma capa tão vermelha como o sangue, cabelo tão amarelo como o milho e um sapato tão puro como o ouro”. Para encontrarem os objetos só podem ir a um sítio: à Floresta.









Não se deixem enganar. Não fiquem iludidos. Este não é de todo um conto de fadas normal. Lembram-se daquela expressão: “E viveram felizes para sempre?” Esqueçam! Os finais nem sempre são felizes. A vida é mesmo assim: imperfeita. Os príncipes não são assim tão encantados, as princesas não são assim tão perfeitas, as bruxas não são todas más, as crianças não são assim tão ingénuas.

Devia ser antes assim: E viveram não tão felizes até ao dia em que partiram… As personagens que estamos habituados a ver como perfeitas e cheias de virtudes são defeituosos, cometem falhas… são humanas!

Os desejos das personagens são o elo de ligação entre elas e o fio condutor da história. A Floresta representa uma espécie de subconsciente das personagens. Local onde fazem o que jamais pensariam, onde se soltam, onde fazem por vezes o impensável.

Somos confrontados com os dilemas morais das personagens, personagens que não são tão simples quanto isso. Apendemos que todos os desejos têm consequências. Que o que desejamos nem sempre é o que realmente acontece ou esperamos. Aprendemos a importância da desilusão e de dar a volta por cima, de encontrar um novo rumo. Aprendemos a aceitar os nossos erros e imperfeições.

Estamos a falar de um musical, não podia deixar passar as minhas críticas. Sejamos sinceros. Eu sei que se trata de um musical e, por isso mesmo, tem de ter muitas músicas. Algumas delas eram desnecessárias. Menos uma ou duas e não morria ninguém!

Johnny Depp (que faz de Lobo Mau) espanta com as suas qualidades vocais (às vezes esqueço-me que ele sabe cantar!). A sua presença é demasiado curta, esperava mais.


Anna Kendrick foi a grande surpresa. Surpresa não só pelo seu canto puro, mas pelas suas performances muito, muito fortes.


E por fim a fantástica e única Meryl Streep. Não há ninguém mais perfeito para o papel! É, sem dúvida, uma das melhores actrizes de todos os tempos. E prova isso mesmo! A sua personagem é como ela, apaixonante.


Nunca se esqueçam, nem tudo é o que parece.


Deixo-vos com a minha música favorita do filme.