O Poder dos Acessórios

O novo ano aproxima-se a passos largos. A noite de passagem de ano está ai à porta. Jantares de família, jantares de gala, noites de dança em discotecas, noites mágicas proporcionadas pelas cidades, e muito mais. São inúmeras as formas de passar as doze badaladas. Uma coisa é certa: qualquer que seja o cenário, todos queremos estar no nosso melhor. 


Pessoalmente, nesta noite mágica gosto de arrojar no look (mais do que o normal). 



Deixo-vos aqui algumas sugestões. Looks que provam que os acessórios fazem tudo a diferença. Uma coisa é ter um vestido lindo. Outra completamente diferente é ter um look perfeito. Mala, sapatos, jóias, maquilhagem, cabelos.. Tudo isto faz a diferença. Os acessórios tornam a nossa imagem única. Vou provar isso mesmo.


Um dos seguintes looks será o meu para esta noite. Curiosos? 



Um vestido preto é sempre uma boa opção. Um clássico. Sempre apropriado, seja qual for a ocasião. No meu armário tenho seis, todos diferentes, cada um lindo à sua maneira, cada um para a sua ocasião. Vou aqui deixar duas opções: uma versão curta e versão longa. "Com um vestido preto, eu nunca me comprometo!",  já dizia Ivone Silva.


Look I





Vestido: Zara
Fio: Parfois

Carteira: Parfois 

Sapatos: Aldo 



Look II






Vestido Preto: Zara

Fio: Zara

Mala: Parfois

Sapatos: Aldo



Existem pessoas que têm medo de usar cores. Não tenham, sejam ousados! Aqui ficam algumas sugestões coloridas.
Primeiro, dois looks que têm como base o mesmo vestido.



Look III








Vestido Rosa: Zara 

Fio multicolor: Zara

Mala: Parfois 

Sapatos: Aldo




Look IV




Vestido Rosa: Zara 
Fio multicolor: Stradivarius 

Mala: Parfois 

Sapatos: Claudia's



Look V






Vestido laranja: Zara
Fio: Zara 
Mala: Parfois 
Sapatos: Aldo


Por mais que queiramos ser fortes e andar a noite toda de saltos, é uma missão dolorosa! Falo por mim, chego a um ponto que já não aguento. Dançar horas e horas com uns sapatos com dez centímetros de altura é obra! 


Nessas situações tenho sempre uma solução: as minhas sabrinas favoritas de sempre da Aldo. Ficam bem em todos os looks que vos mostrei. Fantástico no mínimo, não?










Depois de ponderar durante algum tempo, escolhi o look para esta passagem de ano. Vou dançar e festejar pela noite dentro. Quero estar linda e confortável. O ideal é um vestido curto. Adoro preto mas apetece-me entrar no novo ano com mais cor. Eis o vencedor!






Como o vestido em si é simples (uma só cor, com apenas um efeito nas costas) podemos carregar um pouco mais na maquilhagem. Olhos esfumados. Batom rosa choque. O toque ideal.


Quando se escolhe um vestido como este não se pode fazer um penteado qualquer. É imperativo ter as costas à mostra. Optei por esticá-lo e fazer um simples apanhado entrançado.









Espero que tenham gostado das sugestões. E agora não se esqueçam: entrem em 2015 com o pé direito! Acima de tudo ponham as preocupações de lado e sejam felizes!

Palavra de ordem: amor


Não serei a primeira nem a última a afirmar o seguinte.. Tenho a melhor família do mundo e os amigos mais fantásticos e maravilhosos.



Depois de um mês sem vir a casa o início da semana avizinhava-se risonha. Terça-feira: o dia do tão esperado regresso. Para poder viajar neste dia (dia de trabalho, não esquecer) uma carinhosa colega minha trocou de turno comigo. Não lhe podia estar mais grata.


O dia 23 começou cedo. Quando me levantei a noite ainda estava caída lá fora. Preparei-me e fiz as últimas arrumações. Estava pronta para ir para a Renascença. Fiz a habitual viagem de metro. Caminho que já tão bem conheço.

Cheguei ao Chiado. Estou habituada a vê-lo barulhento, apinhado, musical, aromático. Nessa manhã foi diferente. Chiado silencioso e madrugador, vazio e misterioso. Vi-o com outros olhos, senti-o uma vez mais, de uma outra forma. Apaixonei-me novamente. Apaixone-me completa e icomensuravelmente.






Por entre as ruelas segui para a redação. Encontrei-a estranhamente vazia e calma. Pouco a pouco as pessoas foram chegando. Tinha um serviço marcado. Fui, feliz. Adoro sair em serviço, sozinha, livre. Aprendo muito, mesmo sem ninguém comigo. Tudo é feito à base do "desenrascanço". Tenho de me desenrascar! Fazer tudo sozinha, bem e, de preferência, depressa. O ritmo das notícias assim o exige. E desta forma se ganha aquilo que na gíria jornalística se chama "estaleca". 

A manhã já ia longa quando voltei para a redação para editar a peça. O burburinho já estava instalado. A casa estava cheia. Entre conversas, piadas, risotas se fez a passagem de turno. A hora de saída estava a chegar. 

Ia encontrar-me com o meu tio. Carinhosamente, veio até Lisboa e ia-me fazer companhia na longa viagem até casa. Qual não é o meu espanto quando ao fundo da rua o vejo, ao lado dele uma cara familiar: a minha irmã. A minha pequenita quis fazer-me uma surpresa e vir buscar-me. Recebi-os com um caloroso abraço. As saudades eram enormes! Ainda têm dúvidas de que tenho a melhor família do mundo? Eu não!

Nas horas que se seguiram mostrei um pouco da cidade que mais adoro à pessoa que mais amo neste mundo. 


A noite começava a cair. Estava na hora de ir apanhar o comboio. Próxima paragem: Oriente. Seguimos com a minha bagagem atrás (contive-me, só trouxe comigo duas malas!). O comboio estava atrasado (como sempre!). Desta vez não me importei. A companhia compensava tudo: a espera, a fome, o frio, a dor de costas.

A viagem, que noutro dias me parece extremamente longa, naquela noite passou a correr. Entre conversas o tempo passou sem pesar.

Chegámos ao destino. As portas abriram-se e do nada o frio mangualdense envolveu-me e congelou-me. Na estação estava a minha mãe para me receber. Depressa me aqueceu com o seu abraço. Quando dei por mim já estava em casa. Ia dormir na minha cama. E que bem que dormi.

O dia 24 nasceu frio e solarengo (já não estava habituada às temperaturas serranas). O dia foi extremamente preenchido: entre consultas no dentista, no oftalmologista, fazer as unhas, compras de última hora, visitar o pessoal do meu ginásio... Dia de loucos diria eu, mas também de encontro e de reencontros. Um dia de amor!

A noite estava a chegar e com ela a consoada. Não podia pedir mais nada: a lareira a acesa, a família reunida e boa comida! É preciso mais alguma coisa para se ter uma noite perfeita?















Os dias que se seguiram passaram a correr. O que permaneceu foi uma coisa, e uma coisa apenas: o amor. O amor chegou de todos os lados e de todas as formas, família e amigos. 

Agora é tempo de regressar. O trabalho espera-me. Lisboa espera-me. Espera só mais um pouco, meu amor, estou mesmo a chegar!


Natal Iluminado

A magia de Lisboa fez-se sentir uma vez mais. Desta vez com um toque natalício. 

Já há algum tempo que ouvia falar de um espetáculo de luzes lisboeta típico de época natalícia. A curiosidade era enorme.

O destino era só um: o Terreiro do Paço. Até lá o caminho: as ruas luminosas e apinhadas de gente. Pessoas atarefadas com compras de Natal. Pessoas sossegadas no seu caminho. Pessoas atarantadas. Pessoas nos cafés entre conversas fiadas. Famílias inteiras a passear.  Música em cada esquina. Luzes natalícias que enchem a vista. A baixa embrulhada num reconfortante espírito natalício. Um espírito que enche o coração.

Ao fundo, lá estava, o Terreiro do Paço, mergulhado na escuridão. A multidão, perdida no negro da noite, era vasta. O seu burburinho ecoava. O vento cessou. Por momentos o Terreiro ficou morno e acolhedor. O espetáculo estava prestes a começar. 

Mágico! É este o adjetivo que melhor o descreve. Mágico! A música, a história, as cores, as canções, as melodias, os desenhos, as luzes! Milhares de pessoas mergulhadas num silencio profundo. Todos com os olhos postos no Arco da Rua Augusta: o Arco da Luz!

Podia fazer aqui mil e um comentários e reflexões sobre a perda do verdadeiro espírito natalício e do consumismo cego no qual a nossa sociedade está mergulhada... Não o vou fazer. Hoje no Terreiro do Paço senti amor, alegria, esperança, paz. Senti o Natal. O verdadeiro Natal!