Obrigada FOX


Quem me conhece verdadeiramente tem (obrigatoriamente) de saber algo sobre mim: amo o Harry Potter com tudo o meu coração. Potterhead mais Potterhead que eu é impossível.



Muita gente não entende o fascínio por este mundo mágico. Não percebem que o Harry Potter é muito mais do que aquilo que está nos livros e nos filmes. É um estado de alma. É uma forma de estar na vida. Foi (e será sempre) a minha forma de crescer, uma parte de mim.


É a prova da inevitabilidade da passagem do tempo. Eu cresci com o Harry, literalmente. À medida que os anos passaram e ele ia crescendo, eu ia também. Ano após ano, lá, continuávamos os dois. Um pouca mais velhos, mas igualmente sonhadores e determinados.

O Harry ensinou-me a ser determinada, a não ter vergonha de quem sou, a enfrentar os meus maiores medos, a saber dar valor às amizades. Ensinou-me que devemos ajudar sempre os outros (mesmo que as vezes eles não mereçam a nossa ajuda). Ensinou a ser altruísta e generosa. Ensinou-me tanta coisa e eu adoro-o por isso.


Eu adoro a Fox. Tem séries fantásticas que eu sigo religiosamente. Mas... hoje adoro-a um pouco mais. Numa semana de grandes stresses e corrupios ela deu-me o melhor remédio. Remédio Santo, diria eu! Ontem emitiu um filme do Harry Potter (e é assim todas as segundas feiras do mês). Não consigo imaginar melhor serão do que este! Chegar a casa, jantar e ver algo que me enche a alma e o coração. Acertaste em cheio Fox. Obrigada por este maravilhoso presente de Natal. 

Coisas de Raparigas #0

Alerta: coisas de "raparigas"!

Tal como muitas mulheres tenho um vício incontrolável: maquilhagem. Chamem-me louca! (é o que eu sou). Adoro maquilhar-me. Mas...Ter um kit de maquilhagem dos bons é um sonho um tanto ao quanto dispendioso.

Nesta cidade maravilhosa, encontrei (finalmente!) os produtos que à tanto queria experimentar. Entrei pela primeira vez na BenefitParecia uma criancinha numa loja de doces. Já há algum tempo que ouvia falar da marca e estava ansiosa por experimentar os seus produtos. Se pudesse tinha trazido todos! 

Ciente deste meu mau vício fiz uma lista para não perder a cabeça (nem ficar na bancarrota). Só ia comprar o essencial, nem mais nem menos.

Antes de mais deixem-me que vos diga que a loja é linda. Acolhedora, cheirosa, luminosa. Fui recebida por uma simpaticíssima funcionária que se predispôs a ajudar. Deixou-me experimentar os produtos. Maquilhou-me. Senti-me mesmo mimada. Com este tratamento como é que alguém consegue resistir? Impossível!



Fui forte. Não me perdi. Comprei dois produtos apenas. Finalmente tenho na minha posse algo que queria há muito tempo: primer The porefessinal e pó opaco Hello Flawless.

Tinha altas expectativas em relação ao primer.  É o produto que se coloca na pele depois do creme hidratante e antes da base. É uma forma de preparar a pele para receber a maquilhagem. Ilumina a pele, disfarça imperfeições e os polos dilatados. Deixa a pele completamente aveludada e uniforme. Tem ainda a vantagem de tornar a maquilhagem mais duradoura. Estou rendida, funciona mesmo! Não podia estar mais feliz com a compra. Aconselho vivamente. 




Ainda tive tempo de fazer uma visitinha rápida à Sephora.  Já à algum tempo que ouvia falar de um corretor mágico: Full Cover da Make Up For Ever. Tinha de o ter. Corretor de olheiras é imprescindível! Uso todos os santos dias. Posso até passar sem usar base (por exemplo não uso para ir para ao ginásio), mas passar sem o corrector de olheiras é que não! Deixem-me que vos diga... Está aprovadíssimo! Não há acumulação de produto. Ando com as olheiras escondidas o dia todo. Melhor é impossível!






Dias Felizes

O dia nasceu cinzento e choroso. Apetecia-me ficar em casa, na cama, debaixo dos cobertores bem quentinha. Não fiquei. Força de vontade foi a palavra de ordem. Fui mais forte que a preguiça. Acordei cedo e sem custo (já sabia ao que ia e estava feliz). Tomei um super pequeno-almoço. Equipei-me e segui rumo ao Pump. Passei a manhã no ginásio. Que bem que me soube fazer um treino de mais de hora e meia (durante a semana só treino 45 minutos por dia). Estava mesmo a precisar de gastar as minhas energias e restabelecer o meu equilíbrio. O ginásio é o meu escape. A melhor maneira de desanuviar. Soube-me pela vida!

Tinha a tarde pela frente. O temporal que se fazia sentir na rua não era de todo convidativo. A chuva, o vento, o frio…  Mas estando eu nesta cidade linda (ainda com tanto por descobrir) ia desperdiçar o meu precioso tempo fechada em casa? Nem pensar! Decidi aventurar-me. Destino de hoje - uma célebre pastelaria lisboeta: a Padaria Portuguesa.


Entrei e fiquei, instantaneamente, com os olhos fixados na vitrine. Se disser que tinha tudo (mas mesmo tudo!) um aspeto delicioso estarei a ser exagerada? Bolo rei, bolo rainha, doces de natal (sonhos, rabanadas, filhós), croissants de chocolate, croissants brioches, bolo brigadeiro, pasteis de chaves, queques, tartes, doces, biscoitos, bolos e bolinhos.. E o pão! Ai o pão! Pão tigre, com chouriço, de centeio, de sementes, de passas, de nozes (o meu favorito), broa de milho, bola de água, pão prokoru e outros que tal.








Não consegui resistir. O meu pecado: croissants francês de chocolate e uma fatia de bolo brigadeiro (que estava a gritar pelo meu nome!). Para dizer a verdade estava tudo a gritar pelo meu nome mas eu contive-me (mais ou menos!).



Não podia sair da Padaria Portuguesa sem provar o seu manjar mais célebre: Pão de Deus! Eu adorooo Pão de Deus e, como sou uma fraca, antes de me ir embora comprei um para levar e provar mais tarde. Veredicto final: o melhor que já saboreei em toda a minha vida! Fofo, leve, húmido e com muito côco. Como eu adoro!

Vou voltar (nem poderia ser de outra forma). Na próxima vou resistir às “gordices" (ou pelo menos vou tentar). Vou levar apenas pão para o pequeno-almoço. Prometo!

Os dias têm sido de muito trabalho. O tempo não pára. A semana começou calma com o feriado. E até hoje foi um crescente de trabalho.

A quinta-feira na Renascença foi dia de festa. Regressou o Zeca (depois de 4 meses de baixa). Tal como o resto da equipa, é um espetáculo, uma pessoa “cinco estrelas”, um profissional de exceção.

Para mim também foi um dia especial. Sai pela primeira vez em serviço (com o Zeca, o “Homem dos Serviços”). Destino: Palácio de São Bento. (e deixem-me que vos diga que o Palácio é lindo, principalmente os jardins!).


António Costa ia reunir-se com o Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho. A solene reunião pedia a presença dos jornalistas. O serviço foi atribulado. Estava a ver que não me deixavam entrar. Como sou uma “recém-estagiária” ainda não tenho na minha posse a carteira profissional de estagiária. Não tinha um documento que comprovasse isso mesmo. A segurança é apertada. Depois de uma longa espera e de telefonemas e mais telefonemas lá deixaram a “estagiáriazeca” entrar. 

Uma reunião que deveria ter demorado trinta minutos demorou umas longas duas horas. Lado menos positivo do trabalho jornalístico: as valentes “secas” que se apanham em serviços desta natureza. Para mim nem foi uma seca assim tão grande. Estava entusiasmadíssima por ter saído da redação, por estar onde estava, por estar a conhecer outra faceta do trabalho. As horas passaram a correr. Partilha de experiências, sábias palavras, histórias inacreditáveis. Entre conversas com o Zeca (que me deu conselhos a não esquecer) e com todos os outros jornalistas que lá estavam o tempo passou sem pesar.

De repente António Costa estava pronto para declarações. Não lhe fiz pergunta alguma e, mesmo que quisesse, não conseguiria. Os jornalistas “atropelavam-se”, cada um com a sua questão. A conferência foi curta. Estava na hora de regressar à redacção e escrever a notícia. 




Quando há trabalho não dou pelo tempo passar. Adoro cada minuto. Cada tarde passada naquela redação. As semanas passam a correr. Não dou pelo tempo passar. Deve ser bom sinal. Indício de que adoro esta vida. Se dúvidas tinha se era mesmo isto que queria fazer, dúvidas já não restam. Cada dia estou mais segura da escolha que fiz. Todos do dias sou feliz.



My new home

Numa das ruelas do Chiado Lisboeta encontrei uma nova casa: a Renascença. Posso dizer, sem dúvida alguma: aqui estou (sou!) feliz. Sou mesmo. Adoro o trabalho. Adoro as pessoas. Adoro o que faço.

Na redação estamos sempre a trabalhar para a hora seguinte. Com noticiários de hora a hora não podia ser de outra forma. Passamos os momentos intervalares a trabalhar para aqueles cinco minutos. Tive o prazer de ter peças minhas no ar. Aquele momento em que ouves o editor a ler, palavra por palavra, aquilo que escreveste é indiscritível... Orgulho é a palavra de ordem. Orgulho no meu trabalho. Orgulho em mim.

Encontrei mentores fantásticos. Sem querer ferir susceptibilidades ou ser acusada de favoritismo gosto muito de um jornalista em especial. É um mentor e tanto. É daquelas pessoas que perde tempo a ensinar, que diz “vem ver como se faz”. Quando faço alguma coisa menos bem explica-me, calmamente, como tenho de fazer. Antes de começar este estágio tinha um medo irracional de ser tratada de forma menor. Tinha medo que me dissessem “Fazes tudo mal” ou “Não sabes fazer nada”. E na verdade, não sabia. Nos bancos da faculdade é tudo simples e utópico. Na realidade é tudo diferente. Sinto que, finalmente, estou a aprender a ser jornalista. Alguém perdeu o seu tempo a ensinar-me. Estou eternamente grata.

Lembram-se quando disse que os jornalistas não têm fins de semana nem feriados? Adivinhem? Trabalhei no domingo e no santo feriado. Sabem que mais? Não me importo. Desde que haja trabalho e boa disposição estou feliz. Se gostava de gozar estas folgas? Adorava! Mas também adoro o que faço. Afinal de contas, foi esta a vida que escolhi. Não a trocava por nada deste mundo. 

Os dias passam a voar. De manhã cumprimento o Chiado soalheiro. Quando saio a noite já caiu. Despeço-me do Chiado reluzente. As cores, as luzes, os cheiros, os sons, as pessoas... é mágico! Sou feliz!












Strudel da minha vida

Lisboa encanta-me todos os dias. Em cada canto surge um sítio ou uma pessoa que me fascina.

Hoje foi o meu dia de folga (e bem merecido, a redação da Renascença não tem parado!). Ganhei toda a força que estava a precisar para enfrentar o domingo e feriado de trabalho que se avizinham.

Decidi ir desbravar mais um pouco da cidade que me acolhe. Meti na cabeça que ia à Padaria Portuguesa. Não fui. Fiquei pelo caminho. Perdida pelas ruas de Lisboa encontrei o café que passará a ser o meu refúgio, o meu local de descontração, quando o que quero é fugir de casa ou da redação.

Como sabem (caso não saibam passam a saber) à seis meses atrás dei uma volta de 360 graus na minha vida. Queria ser mais saudável. Precisava de ganhar peso (ao contrário das pessoas normais que vão para o ginásio para emagrecer eu fui fazer o contrário). Voltei ao inscrever-me no ginásio e mudei radicalmente a minha dieta, nada de gorduras, nada de fritos, nada de açúcares. Mas... de todas as porcarias os doces, bolos e bolinhos são a minha maior fraqueza. As minhas "cheat meals" são isso mesmo DOCES! 

A partir de agora e para sempre a minha hora de pecado já tem lugar marcado: Strudel.



Abrimos a porta e somos invadidos por um cheirinho delicioso de pão acabado de fazer. Música jazz está no ar. E depois a montra: colorida, chamativa, diversificada, deliciosa. Apetece provar tudo: tartes, scones, croissants, bolos e bolinhos, pão, doces e geleias.. Já estão a imaginar? E depois os chás (e para esta viciadíssima em chá é um sonho!), o chocolate quente (que é o melhor que eu já provei!), o café... 





Provei o doce que dá nome à casa: um Strudel de maçã. Nunca tinha provado. Não é que adorei? O sabor da maçã misturada com um leve creme de baunilha é de levar uma pessoa ao céu! 




Fiquei lá horas a trabalhar e nem dei pelo tempo passar (e ainda por cima têm wi-fi grátis!). Quando dei por mim, lá fora, a noite já tinha caído. Era hora de voltar a casa. Estou feliz. Lisboa encanta-me todos os dias. Espero que o encanto nunca acabe.

Dia Zero

O dia era de nervos. Às onze horas tinha de me apresentar no edifício do Rádio da Renascença. Mais uma vez a ansiedade levou o melhor de mim. Acordei antes do despertador. Levantei-me sem custo. Preparei-me num piscar de olhos. Sai de casa em direção ao metro. O receio de me perder ou enganar era esmagador. Não me enganei. Cheguei inteira ao destino: Chiado. 


No metro encontrei uma colega, a Mafalda. Trocámos palavras, experiências, conselhos. Não podia ter ficado com melhor colega. Seguimos juntas pelas ruelas do Chiado. Cortámos na Rua Ivens. Ao fundo lá estava a Renascença.







Fomos as primeiras a chegar (não podia ser de outra maneira, detesto chegar atrasada seja onde for, se for preciso estou lá um quarto de hora antes da hora marcada - manias!). Anunciámos a nossa chegada ao segurança. Passados alguns minutos avistamos a esfuziante e simpática Carla Fino. Nas horas seguintes explicou-nos como tudo vai funcionar. Dividiu os turnos. Apresentou-nos à redação (aos futuros colegas e quiçá mentores). Mostrou-nos as instalações. Hoje o dia não foi de trabalho, esse começa amanhã. Despedimos-nos e mergulhámos no Chiado.

O dia estava lindo, morno e soalheiro. Segui com as minhas colegas. A conversa estava animadíssima e cativante. Sentamos-nos na esplanada d' "A Brasileira". Não demos pelo tempo passar.  Foi um bom começo. Agora que venha o trabalho!



"Menina e Moça"

O dia começou bem cedo. Avizinhava-se mais uma longa viajem até Lisboa. Às nove e meia já me fazia à estrada, desta vez com companhia: o meu "tio-padrinho". Três horas passaram. Entre conversas o tempo passou a voar.

O dia estava lindo. O sol decidiu brindar-nos com a sua presença. A tarde estava morna, ideal para um passeio. O Chiado chamava por mim, não lhe podia fazer uma desfeita. Com a melhor das companhias segui de metro até ao destino. A viagem foi curta. 


Ao sair do subsolo fui cumprimentada por um rosto conhecido. Lá estava Fernando Pessoa, sentado na mesa habitual d' "A Brasileira". Como fiel leitora e fã incondicional do escritor fui me sentar com ele por breves momentos, a conversa foi curta.



Só tenho uma coisa para dizer: o Chiado é lindo! Cores, formas, sensações tão diferentes que no todo fazem do Chiado único. Edifícios antigos restaurados lindíssimos, lojas e mais lojas. A música anda no ar, os artistas de rua inundam o espaço. Somos invadidos por aromas de outro mundo: geladeiras, salões de chá, pastelarias... (Só de pensar que no próximo mês e meio vou estagiar para aquele lugar fico logo com um sorriso de orelha a orelha). 





Sigo por entre as ruas. Avisto um gigante ao fundo. Imponente lá está o Arco da Rua Augusta, o triunfo de Lisboa. 









Olho um pouco mais longe. Do Terreiro do Paço avisto o Tejo. Como estava lindo o Tejo! O sol estava a pôr-se no horizonte. Mágico!






Era hora de voltar para trás, mas a magia não cessou. Já há muito tempo de ouvia falar de uma geladeira lisboeta fantástica: Santini. Qual não é o meu espanto quando encontro uma no Chiado. Tive de entrar. Estou completamente rendida aos gelados da Santini. São absolutamente deliciosos! (Não estou a mentir, acreditem). 




Estava no hora de voltar para casa. Despedi do Pessoa antes seguir para o metro. Fiz aquela viagem cansada mas feliz, muito feliz. 

Por entre ruas e ruelas me perco e me encontro, e encontro Lisboa. Começa a entranhar-se em mim. O fascínio não tem fim. Algo maravilhoso está a acontecer: estou-me a apaixonar! É a melhor sensação do mundo. Todos os dias esta "menina e moça" se mostra para mim. Todos os dias a vejo. Todos os dias a admiro. Todos os dias a amo mais um pouco.



 Fotografia: Marta Matos