De imprevistos é feita a vida


O fim de semana que se avizinha era para ser passado em Lisboa. Imprevistos acontecem. Quanto mais planeamos as coisas pior é. Nada acontece como planeado. Fazemos planos e mais planos e esquecemo-nos que existem sempre fatores que alteram tudo ao último segundo. Hoje aprendi uma lição valiosa: os imprevistos são maravilhosos.



A aula estava marcada para as dez da manhã. Acordei, com muito custo, antes das sete. Tinha prometido a mim mesma ir ao ginásio logo pela manhã. Sai de casa ainda o sol não tinha nascido. Lisboa parecia anormalmente calma. Às sete e dez estava a treinar. Sabem que mais? Estou completamente rendida aos treinos matinais. Ir para a faculdade com o sentimento de missão cumprida é algo reconfortante! Depois de um duche rápido segui-se um mega pequeno-almoço (à altura do treino).



Apressei-me a atravessar a rua por entre o trânsito caótico das manhãs lisboetas. Cheguei à faculdade. Fui das primeiras entrar. Sentei-me na fila da frente. Quem me conhece sabe que não podia ser de outra forma (tenho este vício desde pequenina, já não há nada a fazer).

Martim Avillez (fundador do Jornal I, atualmente trabalha na Impresa) foi o orador de hoje. Embora um pouco atarantado, recebeu-nos com um sorriso. Foi simpático, divertido, acutilante. Colocou uma questão interessante: os media são um negócio? Pediu pareceres sobre a questão. Fui a primeira a pôr a mão no ar  (quem me conhece sabe também que adoro participar e dar sempre a minha opinião em tudo - "que mania que a miúda tem!"). Resumindo: a informação é um produto. Paga-se para ter acesso à informação. Existe um mercado. Sem modelos de negócios os media dificilmente são rentáveis. Se queremos ter um jornalismo livre, independente e de qualidade não podemos ignorar esta lógica. 

A aula passou a correr. A uma da tarde aproximava-se a passos largos. Sai com pressa. Corri até ao outro lado da rua e peguei na minha mala de viagem. Num passo apressado dirigi-me para o metro. Linhas amarelas, azuis, verdes e linhas vermelhas (que mais parecem cor-de-rosa). Tinha de me desenrascar. Não me perdi. Cheguei direitinha ao Oriente. Foi uma grande vitória, nunca tinha andado de metro sozinha. Não me sai nada mal.

Infeliz ou felizmente perdi o Intercidades (ora bolas!). Consegui arranjar uma solução: ir de Alfa até Coimbra e ai apanhar o Regional para Mangualde. Assim foi. E que bem que foi! Gostava que todos os comboios fossem assim: cómodos e com internet grátis! (a CP devia começar a ponderar isso, os passageiros agradecem). 





Passou uma hora e três quartos. Quando dei por mim estava a chegar a uma estação muito familiar. Sair e ver num placar branco escrito a negro: Coimbra-B. Indescritível! Não tinha chegado ao meu destino final, mas já estava em casa. A cidade que me acolheu tantos anos lá estava, familiar e acolhedora como sempre. Recebeu-me com um sorriso. A chuva cessou e o sol brilhou. Como estava linda a minha Coimbra!

Aquela meia hora à espera foi reconfortante. Sem dar conta o tempo passou. O Regional estava-se a aproximar. Tive de me despedir. Espero voltar um dia. A ti Coimbra nunca te disse adeus (nem nunca vou dizer), levei-te e levo-te comigo para a vida! Cresci contigo e tu cresceste em mim. Contigo aprendi e amadureci. Agradecer-te por tudo o que fizeste por mim e de mim é uma tarefa quase impossível. Agradeço-te sobretudo por teres feito de mim a mulher forte e independente que sou hoje. 




Entrei no Regional. Qual não é a minha surpresa quando vejo uma cara familiar, um conterrâneo e antigo amigo. Mais uma vez fiz aquela viagem que tão bem conheço. Hoje vi tudo com outros olhos, cada paisagem, cada árvore, cada riacho. Os minutos passaram sem pesar. Do outro lado da janela a noite foi caindo. As portas do comboio abriram-se. Já estava em casa.

Coisas boas começam em dias bonitos


Coisas boas começam em dias bonitos. Começo a acreditar no que acabei de escrever.
26 de setembro de 1993: nasce a pequena Marta.
26 de setembro de 2011: primeiro dia da licenciatura em Jornalismo. Primeiro dia na Universidade de Coimbra. Atingi a maioridade.
26 de novembro de 2014 (hoje): primeiro dia da Pós-graduação em Jornalismo Multiplataformas.

A sessão estava marcada para as dez horas. O despertador estava ligado para me acordar às oito e um quarto. A ansiedade em pessoa acordou às sete e meia da manhã. A noite não tinha trazido consigo um sono descansado, a vontade de começar era gigante. Sem pressas tomei o pequeno almoço. 


Próxima tarefa: vestir-me e maquilhar-me. Lá estava, na cadeira, o vestido preto escolhido na noite anterior (o vestido com o qual me despedi da Universidade de Coimbra era a peça ideal para dizer "olá!" à Universidade Nova de  Lisboa). 
Aproximavam-se as onze horas. Dentro de momentos um dos figurões da comunicação social portuguesa iria entrar pela porta: Francisco Pinto Balsemão. Chegou bem disposto, com uma catita gravata cor de rosa. Os anos, as preocupações, a sabedoria estão bem marcadas no seu rosto envelhecido. Um misto de sensações apoderaram-se de mim: alegria, respeito, ansiedade, mas acima de tudo um enorme orgulho! Orgulho de estar com uma das pessoas que mais admiro! Orgulho por ter recebido os "parabéns" e "boa sorte". Palavras curtas que podem parecer ocas para alguns mas cheias de significado para mim.
Às nove horas estava pronta. Moro a dois minutos da Faculdade (aquela vantagem de morar literalmente do outro lado rua!). O que ia fazer até à hora marcada? Como boa aspirante a jornalista fiquei a ver as notícias no canal da concorrência. (Não tenho culpa que na minha futura casa -SIC- estivesse uma senhora a dar conselhos com base no tarot!)

A vontade de sair de casa era tão grande que... às dez menos vinte e cinco já estava na Faculdade. Fui a segunda a chegar. Aos poucos e poucos os meus futuros colegas ia aparecendo. 

Entrámos à hora marcada. Fomos recebidos pelo Daniel Ricardo. Para os mais distraídos é jornalista e fundador da revista Visão. Foi imperativo e deixou um conselho importante: "Nunca virem a cara ao trabalho". Um jornalista é "anormal": não tem hora de saída, não tem fim de semana, não tem feriados. E perguntam "isso é vida?". O jornalismo mais do que uma profissão é uma forma de estar na vida, é uma forma de viver. É amar o que se faz, é por vezes sacrificar outras coisas. Mas para quê ser normal se podemos ser extraordinários? É isso mesmo que eu quero ser extraordinária! Sempre que penso nesta questão não consigo deixar de pensar no Super-Homem. Como sabem o Clark Kent é Jornalista. Como ele quero ser uma verdadeira "super-mulher".


Foi uma manhã bonita. Foi um dia bonito. Afinal de contas, coisas boas começam em dias bonitos!











Vamos PUMP(ar) ?!

Problema nº1 de uma "gym junkie" como eu que se muda para Lisboa: onde vou arranjar um ginásio compatível com a minha carteira?

Quando comecei esta aventura de encontrar um ginásio ia, literalmente, morrendo de susto: 60€, 70€, 80€ mês! (não sei como é que existem pessoas que conseguem suportar estes preços!) Como é que uma simples estudante e estagiária poderia pagar esta conta todos os meses? Não podia!

A esperança é a última a morrer (é o que se costuma dizer) e como tal desistir estava fora de questão.

Nas minhas voltinhas pelo Campo Pequeno encontrei a solução perfeita, de seu nome PUMP. Inserido num novo conceito de ginásios low-cost Pump Fitness Spirit é fenomenal.

No Pump há uma recepção onde nos dizem bom dia/boa tarde/boa noite. Há uma zona muito agradável à entrada, com wi-fi. Têm dois estúdios, balneários excelentes e uma zona de musculação com tudo o que é preciso. Mas, principalmente há uma dinâmica ótima, um espírito de união e de entre-ajuda. Os monitores estão sempre prontos a ajudar e a responder a dúvidas. E depois, fica perto de minha casa (o que é ótimo!)

O preço da mensalidade varia entre 15€ e 39€, sendo que por 39€ podem ir todos os dias, a qualquer hora e ainda podem participar em todos as aulas. Querem melhor?

No final de contas, encontrar um ginásio bom, barato e perto de casa não foi tarefa impossível.





















Para aqueles que ficaram curiosos aqui fica o site: http://pump-spirit.com

The New Brunette in Town tem um blog!

Numa altura em que surgem blogs a todo o momento o que provavelmente vão pensar é “Fogo! Mais um blog!”. Vejam isto de outra forma: para todos as pessoas que lêem e procuram novos blogues todos os dias aqui ficam com um novo olhar sobre a cidade de Lisboa.

Porventura, o blogue nem chegará aos olhos de muita gente mas a alguém chegará. Tenho em mim esta enorme vontade de comunicar e partilhar o meu dia-a-dia e, de certeza, que encontrarei alguém que me queira ouvir.

Aqui encontrarão pequenas coisas da vida,desde o dia no trabalho, a uma ida ao ginásio, o meu livro favorito, as notícias que fazem girar o mundo, as minhas viagens, as minhas peças de roupa favoritas, e claro, como não podia deixar de ser, a azáfama da vida de uma jornalista estagiária.

Quero partilhar isto e muito mais convosco. Fiquem atentos que cedo novidades irão chegar.